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O latido do cachorro fala diferentes idiomas: veja exemplos curiosos

O som do latido de um cachorro soa familiar em praticamente qualquer lugar do mundo. No entanto, a forma como as pessoas escrevem esse som varia muito de um idioma para outro.

5 fev 2026 - 18h02
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O som do latido de um cachorro soa familiar em praticamente qualquer lugar do mundo. No entanto, a forma como as pessoas escrevem esse som varia muito de um idioma para outro. No Brasil, por exemplo, elas costumam representá-lo como "au au", enquanto nos países de língua inglesa aparece com frequência "woof woof" ou "bark". Essa diferença não indica que os animais latem de forma distinta. Em vez disso, ela revela como cada língua "enxerga" e registra os sons ao redor.

Essas variações fazem parte de um fenômeno chamado de onomatopeia, que consiste na tentativa de reproduzir sons por meio de palavras. As onomatopeias não seguem um padrão universal, porque cada povo adapta o barulho que ouve às regras de sua própria língua. Assim, consoantes, vogais e combinações de sons disponíveis em cada idioma influenciam diretamente a forma como as pessoas escrevem e interpretam o latido.

cachorro – depositphotos.com / HayDmitriy
cachorro – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10

Por que o mesmo latido vira "au au", "woof" ou "wan wan"?

A principal razão para o latido do cachorro aparecer de maneiras diferentes em cada língua está nas características fonéticas de cada idioma. Cada comunidade usa um conjunto próprio de sons possíveis, conhecido como inventário fonético. Certas combinações de letras que soam naturais em português parecem estranhas ou até difíceis em outras línguas. Por isso, ao tentar imitar o som do cachorro, cada grupo usa os recursos sonoros que já fazem parte do cotidiano.

No Brasil, "au au" combina bem com os ditongos e com o som aberto das vogais do português. Já em inglês, "woof" e "ruff" se encaixam no padrão de consoantes fortes e vogais curtas. Além disso, em japonês, "wan wan" segue a estrutura típica de sílabas simples, geralmente com consoante + vogal, o que facilita a pronúncia para falantes daquele idioma. Em cada caso, o mesmo latido passa por um filtro. As pessoas interpretam o som com base nos fonemas mais confortáveis e reconhecíveis para aquela comunidade linguística.

Como diferentes idiomas "escutam" o latido do cachorro?

Além da fonética, a cultura também influencia a forma como cada povo representa o latido. Algumas línguas destacam o aspecto mais agudo do som. Outras enfatizam o impacto, a força ou a repetição. A seguir, você encontra exemplos de como as pessoas escrevem o latido em pelo menos dez idiomas. Dessa forma, fica claro como cada povo "ouve" o mesmo cachorro de maneira própria.

  • Português (Brasil): "au au" - forma simples, com repetição, muito comum em livros infantis e quadrinhos.
  • Inglês: "woof woof", "bark", "ruff" - as formas variam conforme o porte do animal e o contexto. Ainda assim, "woof" aparece como a mais difundida.
  • Espanhol: "guau guau" - forma muito próxima do "au au", mas com "g" inicial para combinar melhor com o sistema sonoro do espanhol.
  • Francês: "ouaf ouaf" - uso do dígrafo "ou" para aproximar o som do latido ao padrão vocálico francês.
  • Alemão: "wau wau" - forma que lembra o português, mas com grafia adaptada. Nesse caso, a letra "w" representa um som próximo ao "v".
  • Italiano: "bau bau" - reforço de uma vogal mais fechada, mantendo a ideia de repetição típica das onomatopeias.
  • Japonês: "wan wan" - padrão que segue a estrutura silábica do idioma, com sílabas simples e ritmo bastante regular.
  • Coreano: "mung mung" - representação de um som mais grave, que muitas pessoas associam a cães de maior porte.
  • Russo: "gav gav" - escolha de sons familiares ao alfabeto cirílico, com "g" marcante no início da sílaba.
  • Turco: "hav hav" - forma semelhante ao russo e ao alemão, com alteração da consoante inicial, mas mesma lógica de repetição.
  • Chinês (mandarim): "wang wang" - adaptação aos tons e à estrutura silábica do mandarim, mantendo a duplicação típica.

Que fatores culturais influenciam o "au au" e suas variações?

Além da estrutura sonora, fatores culturais também orientam a forma como as pessoas representam o latido. Livros infantis, desenhos animados, dublagens e histórias tradicionais reforçam certas onomatopeias. Com o tempo, uma forma ganha força, entra no uso cotidiano e passa de geração em geração, mesmo sem reproduzir o som de forma totalmente fiel.

Em alguns idiomas, o latido se vincula a certos tipos de cão. No inglês, por exemplo, muitas pessoas associam "yap yap" a cachorros menores e mais agitados. Em contraste, "woof" costuma remeter a animais maiores. Já outros contextos, o latido aparece em expressões idiomáticas ou provérbios, o que reforça ainda mais aquela escrita específica. Assim, a onomatopeia deixa de funcionar apenas como imitação de som. Ela passa também a integrar o patrimônio cultural e linguístico de cada sociedade.

O que o estudo do latido em diferentes línguas revela sobre os idiomas?

A comparação entre "au au", "woof", "wan wan" e tantas outras formas mostra que as línguas não funcionam apenas como sistemas de regras gramaticais. Na prática, elas também representam maneiras particulares de perceber o mundo. O latido do cachorro, algo tão cotidiano, oferece um exemplo acessível de como cada idioma seleciona, simplifica e organiza os sons ao redor.

Ao observar essas diferenças, você entende melhor o funcionamento das onomatopeias. Além disso, percebe como os sistemas fonéticos moldam a escrita de sons e como a cultura consolida certas escolhas ao longo do tempo. O cachorro late sempre da mesma forma. Contudo, cada língua transforma esse som em palavras segundo sua própria história, seus hábitos de fala e suas possibilidades sonoras.

cachorro – depositphotos.com / AndrewLozovyi
cachorro – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10
Giro 10
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