Pensávamos que já tínhamos visto de tudo, mas cientistas criaram um remédio que atrasa a chegada do diabetes tipo 1
Tratamento aprovado pela Anvisa pode adiar a fase clínica da doença em pacientes a partir de 8 anos de idade
A medicina deu um passo importante no tratamento do diabetes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do teplizumabe, comercializado como Tzield pela Sanofi, primeiro imunomodulador capaz de retardar a evolução do diabetes tipo 1.
O remédio é indicado para pacientes a partir dos 8 anos que estejam no estágio 2 da doença, etapa em que já há alterações nos exames e sinais iniciais de ataque ao pâncreas, mas ainda sem manifestação de sintomas clínicos ou necessidade de uso de insulina.
Antes de chegar ao mercado, porém, o produto ainda precisa passar por etapas regulatórias, como a definição de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Saiba mais: Qual a diabetes mais grave: tipo 1 ou 2?
Como funciona o tratamento?
O teplizumabe é um anticorpo monoclonal que atua no sistema imunológico. No diabetes tipo 1, esse sistema passa a atacar por engano as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
A terapia ajuda a reduzir esse ataque do próprio organismo contra essas células. Assim, mais células beta conseguem continuar funcionando por mais tempo, o que pode atrasar a progressão da doença e o surgimento dos sintomas. Por isso, o imunomodulador não cura nem impede o desenvolvimento da condição, mas pode postergar a chegada da fase clínica.
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