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Paul Osterman, professor do MIT sobre a Geração Z: "O desejo de ter um emprego de verdade ainda existe", mas 35% dos trabalhadores já são "descartáveis".

Mais de 55 milhões de pessoas têm empregos descartáveis, e não parece que essa situação vá mudar tão cedo.

17 set 2026 - 13h21
(atualizado às 14h22)
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Resumo
Contrariando o estereótipo de que a Geração Z não quer trabalhar, um estudo do professor Paul Osterman, do MIT, revela que os jovens ainda buscam carreiras estáveis e bons empregos. A pesquisa aponta que o verdadeiro problema reside no mercado: 35% dos trabalhadores nos EUA ocupam postos "descartáveis". Essas vagas, criadas intencionalmente pelas empresas para baratear custos e facilitar substituições, não oferecem treinamento e impedem qualquer perspectiva de crescimento profissional a longo prazo.
Forbes
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Foto: Minha Vida

Eles são preguiçosos, reclamam constantemente, não querem trabalhar e esperam que tudo seja feito por eles... Há anos, vemos a Geração Z sendo criticada de inúmeras maneiras. Agora, um professor do MIT decidiu investigar essa percepção com dados e se deparou com uma reviravolta inesperada.

A partir de uma pesquisa com mais de 6.000 trabalhadores e quase 100 entrevistas, a conclusão foi justamente a oposta: o desejo dos jovens de conseguir um bom emprego e construir uma carreira estável na empresa em que trabalham continua existindo. O verdadeiro problema, para surpresa de ninguém, são essas mesmas empresas.

Leia mais: A Geração Z está perdendo uma habilidade que a humanidade possui há 5.500 anos: 40% não são fluentes em comunicação

A ascensão dos empregos descartáveis

Os dados de Paul Osterman, professor emérito do MIT, mostram que 35% dos trabalhadores americanos, o equivalente a mais de 55 milhões de pessoas, têm o que o estudo chamou de "empregos descartáveis". Eles entram nas empresas sabendo, desde o início, que são facilmente substituíveis e que essa situação dificilmente vai mudar.

As empresas são as primeiras a perceber isso, porque criaram esses empregos de forma intencional. Essas posições não exigem treinamento nem oferecem oportunidades de crescimento profissional. Além disso, os funcionários não conseguem construir uma carreira de longo prazo nesses locais, pois isso poderia dificultar a substituição por uma opção mais barata quando necessário.

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Paul Osterman, professor do MIT sobre a Geração Z: "O desejo de ter um emprego de verdade ainda existe", mas 35% dos trabalhadores já são "descartáveis".

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Na Noruega, a importância da vida pessoal é tão grande que sair do trabalho às 15h é a norma, por isso a Geração Z já sonha com a semana de 4 dias

Minha Vida
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