Sandy explica decisão de não mostrar o rosto do filho na internet: 'Muito difícil sustentar'
Cantora explicou por que decidiu preservar a imagem de Theo, de 12 anos, e revelou as críticas que enfrentou por manter o filho longe dos holofotes
Em entrevista, Sandy explicou que a decisão de não expor o rosto do filho Theo, de 12 anos, na internet gerou críticas intensas e receio de prejudicar sua carreira. Marcada por uma infância sob os holofotes, a cantora e o ex-marido, Lucas Lima, sustentaram essa escolha para garantir que o próprio garoto decida sobre sua imagem no futuro. A postura do casal reflete o debate crescente sobre "sharenting" e os limites da exposição e privacidade de crianças nas redes sociais.
Sandy cresceu diante das câmeras, acompanhada por milhões de brasileiros desde a infância. Justamente por conhecer de perto o que significa ter a vida observada pelo público, a cantora decidiu seguir um caminho diferente quando se tornou mãe.
Aos 43 anos, Sandy falou sobre a escolha de preservar a imagem de Theo, de 12 anos, fruto de seu antigo casamento com o músico Lucas Lima. Durante participação no Saia Justa, nesta quarta-feira (16), ela revelou que manter o rosto do filho longe das redes sociais e dos holofotes trouxe críticas, pressão e até ataques ao longo dos anos.
A decisão, segundo a artista, existe desde o nascimento do menino. Apesar disso, sustentar esse limite nem sempre foi fácil. "Sempre fui muito clara desde que ele nasceu e foi muito difícil sustentar! É muito hate, muitas críticas e muita pressão", contou.
Sandy chegou a temer impactos na própria carreira
Conhecida pelo cuidado que sempre teve com a vida pessoal, Sandy contou que a reação negativa à escolha chegou a fazê-la pensar nas possíveis consequências para sua imagem pública.
A cantora, que começou a carreira ainda criança ao lado do irmão, Junior Lima, afirmou que se viu diante de um conflito: de um lado, havia uma trajetória profissional construída durante décadas; do outro, uma decisão familiar que considerava importante manter.
"Você tem sua carreira, que cuidou com tanto zelo e agora estou 'me queimando', fazendo mal pra minha imagem, por uma decisão que é só nossa, minha e do pai do meu filho", relatou.
Ainda assim, Sandy e Lucas Lima optaram por não mudar de posicionamento diante das cobranças. Mesmo após o fim do casamento, os dois continuam de acordo sobre a maneira como lidam com a exposição do filho. "Mas eu sustentei esse não, graças a Deus o Lucas também sustentou e, mesmo separados, somos alinhados até hoje", afirmou.
Experiência na infância influenciou decisão
A escolha também está diretamente relacionada à própria história da cantora. Filha de Xororó e Noely Lima, Sandy começou a aparecer na televisão quando ainda era criança e passou grande parte da infância e da adolescência sob intensa atenção do público.
Com Theo, ela desejou proporcionar uma experiência diferente. "Eu, que cresci sob os holofotes, sendo filha de famoso, quis uma experiência diferente da que eu tive, mas paguei um preço muito alto", desabafou.
Ao preservar a imagem do menino, Sandy explica que pretende deixar uma escolha que, no futuro, caberá ao próprio filho: decidir se deseja ou não tornar sua imagem pública. "Quando ele crescer, ele vai decidir. Eu dei a ele essa liberdade de escolha. Foi difícil, mas sempre foi um não claro", completou.
Privacidade dos filhos em tempos de redes sociais
A experiência relatada por Sandy toca em uma discussão cada vez mais presente entre famílias: até onde os pais devem compartilhar a vida dos filhos na internet? Fotos de aniversários, viagens e momentos cotidianos podem parecer registros inocentes, mas, quando publicados, passam a integrar a chamada pegada digital da criança antes mesmo que ela tenha idade para compreender ou consentir com essa exposição.
O fenômeno ganhou até um termo próprio: sharenting, combinação das palavras em inglês sharing (compartilhar) e parenting (parentalidade). Ele descreve a prática de pais ou responsáveis divulgarem informações, imagens e detalhes sobre a rotina dos filhos nas plataformas digitais.
Isso não significa que toda publicação envolvendo crianças seja necessariamente prejudicial. A questão envolve refletir sobre limites, privacidade e sobre quais informações poderão permanecer disponíveis na internet durante muitos anos.
No caso de Sandy, a escolha foi estabelecer uma fronteira bastante clara desde o nascimento de Theo. Mesmo diante das críticas, a cantora afirma que prefere deixar nas mãos do filho uma decisão que considera pessoal: quando estiver mais velho, será ele quem poderá escolher quanto de sua própria vida deseja compartilhar.
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