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Patricia Vera, treinadora: 'Chegar aos 50 ou 60 anos e não fazer musculação por achar que já não tem idade para isso, dedicando-se apenas a caminhar, é um grande erro'

Abandonar o treinamento de força é um erro se queremos envelhecer de maneira saudável

7 set 2026 - 10h22
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Resumo
A treinadora Patricia Vera alerta que limitar-se a caminhar após os 50 ou 60 anos é um grande erro. Embora benéfica, a caminhada não substitui a musculação, essencial para preservar músculos, proteger ossos e garantir a autonomia física no futuro. Segundo Vera, o envelhecimento ocorre de forma gradual e silenciosa através da perda de funções diárias, sendo o treino de força indispensável para combater essa fragilidade corporal.
Patricia Vera, treinadora: ‘Chegar aos 50 ou 60 anos e não fazer musculação por achar que já não tem idade para isso, dedicando-se apenas a caminhar, é um grande erro’.
Patricia Vera, treinadora: ‘Chegar aos 50 ou 60 anos e não fazer musculação por achar que já não tem idade para isso, dedicando-se apenas a caminhar, é um grande erro’.
Foto: Reprodução, Instagram @claudiaraia / Purepeople

À medida que envelhecemos, algumas coisas começam a mudar. Quase sem perceber, levantamos menos peso, evitamos determinados esforços ou deixamos de realizar atividades que antes faziam parte de nossa rotina porque se tornaram mais difíceis.

O problema surge quando partimos do princípio de que essa mudança é inevitável e pensamos que, depois dos 50 anos, é hora de diminuir o ritmo e que caminhar é praticamente tudo de que precisamos para nos manter ativos.

Mas essa ideia não corresponde à realidade. 

Caminhar é importante e traz inúmeros benefícios — ninguém questiona isso —, mas não substitui aquilo que apenas o treinamento de força é capaz de proporcionar: preservar os músculos, proteger os ossos e garantir que você continue conseguindo se levantar do chão sozinha daqui a 20 anos.

É sobre isso que a treinadora Patricia Vera, fundadora da Malagaentrena, fala sem rodeios em uma entrevista à revista Telva.

O corpo não muda de uma hora para outra, mas pelo acúmulo de hábitos

Vera começa desconstruindo a imagem que quase todos nós temos na cabeça sobre o envelhecimento: a de um interruptor que é acionado em determinado dia.

"Pensamos que, ao completar certa idade, nosso corpo muda de repente", explica.

Nada poderia estar mais distante da realidade. O que acontece se parece mais com um gotejamento, tão lento que mal conseguimos percebê-lo enquanto ocorre.

"Primeiro você deixa de correr. Depois, deixa de pular. Em seguida, evita se abaixar. Começa a usar sempre o elevador. A cada dia, carre...

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