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OMS emite alerta após aumento de casos de coqueluche

A doença, classificada como uma infecção respiratória, afeta principalmente crianças com menos de um ano que não foram vacinadas

22 dez 2025 - 12h45
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), um alerta aos países da região após seu relatório mais recente, divulgado no início de dezembro, registrar um aumento significativo nos casos de coqueluche.

A coqueluche, classificada como uma infecção respiratória, afeta principalmente crianças com menos de um ano que não foram vacinadas
A coqueluche, classificada como uma infecção respiratória, afeta principalmente crianças com menos de um ano que não foram vacinadas
Foto: Canva Equipes/Aflo Images / Bons Fluidos

Diagnósticos também crescem no Brasil

De acordo com o documento da instituição, em 2024, as notificações da doença no mundo chegaram a 977 mil. O número é quase seis vezes maior do que o registrado em 2023. Na região das Américas, o cenário também se mostrou preocupante, já que os casos aumentaram de 11.202 para 66.184 no último ano.

Além disso, em território nacional, dados da Fiocruz e da Unifase apontam um crescimento 13,5 vezes maior em relação a 2023, principalmente entre crianças menores de cinco anos. O relatório da OPAS revela ainda que, no Brasil, na Argentina e na Colômbia, os diagnósticos em bebês de até 12 meses representam entre 30% e 40% das ocorrências.

Para o gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da OPAS, Daniel Salas, os levantamentos evidenciam uma queda nas taxas de vacinação. "A imunização oportuna e completa, junto com uma vigilância robusta, é a estratégia mais eficaz para prevenir a coqueluche. Essa doença pode causar quadros graves, complicações ou até mesmo a morte, especialmente em crianças menores de um ano não vacinadas", enfatizou Salas.

O que é a coqueluche?

A enfermidade, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é classificada como uma infecção respiratória, que provoca inflamações na laringe, traqueia e brônquios. A transmissão ocorre por meio de gotículas eliminadas durante tosse, espirros ou até mesmo ao falar. Dessa forma, após a contaminação, surgem sintomas semelhantes aos da gripe, como febre baixa, mal-estar geral, coriza e tosse seca.

A evolução do quadro, contudo, pode desencadear vômitos, dificuldade para respirar, convulsões e desidratação. Essas complicações, consideradas graves, tendem a ocorrer principalmente em casos sem tratamento adequado. Além disso, afetam especialmente bebês com menos de um ano e pessoas com condições clínicas preexistentes, como indivíduos imunocomprometidos e asmáticos.

A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é o principal meio para prevenir a coqueluche e evitar internações. No Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante está disponível para crianças de até seis anos e para gestantes, que devem receber a dose a partir da 20ª semana de gravidez, além de profissionais da área da saúde, como parteiras e aqueles que atuam no atendimento a recém-nascidos.

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