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O que influencia mais na sua saúde: estilo de vida ou genética? Estudo responde

Pesquisa da Oxford Population Health revela que fatores como tabagismo, renda e atividade física influenciam mais a saúde e a longevidade do que a genética

1 set 2025 - 15h04
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Nossa saúde não é definida apenas pelos genes que herdamos. Um estudo da Oxford Population Health revelou que fatores ambientais e escolhas de estilo de vida têm impacto muito maior no envelhecimento e no risco de doenças do que a predisposição genética.

Estudo de Oxford mostra que ambiente e estilo de vida impactam mais na saúde e no envelhecimento do que a genética; entenda
Estudo de Oxford mostra que ambiente e estilo de vida impactam mais na saúde e no envelhecimento do que a genética; entenda
Foto: Reprodução: Canva/SolStock / Bons Fluidos

Ao analisar dados de quase meio milhão de pessoas do UK Biobank, os cientistas concluíram que 17% da variação no risco de morte prematura está relacionada ao ambiente, enquanto a genética responde por menos de 2%.

Principais fatores de risco

Entre os elementos que mais influenciam a mortalidade e o envelhecimento biológico estão:

  • Tabagismo: associado a 21 doenças diferentes;
  • Condições socioeconômicas: renda familiar, emprego e moradia estão ligados a 19 doenças;
  • Atividade física: prática regular reduz o risco de 17 doenças;
  • Estilo de vida na infância: peso corporal e até tabagismo materno durante a gestação podem influenciar a saúde décadas depois.

Segundo os pesquisadores, 23 dos 25 principais fatores de risco identificados podem ser modificados, o que abre caminho para estratégias mais eficazes de saúde pública.

Genes x ambiente

Enquanto o ambiente tem efeito marcante em doenças como problemas pulmonares, cardíacos e hepáticos, a genética pesa mais em condições como demência e câncer de mama. Os cientistas também utilizaram um "relógio do envelhecimento", baseado em proteínas do sangue, para medir o impacto das exposições ambientais sobre o envelhecimento biológico.

Políticas e prevenção

Os especialistas defendem a urgência de mudanças sistêmicas para que renda e local de residência não determinem expectativa de vida. Além disso, reforçam que pequenas mudanças individuais já podem fazer grande diferença.

Entre as recomendações destacadas estão: 

  • Praticar 150 minutos de atividade física moderada por semana;
  • Priorizar uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais e grãos integrais;
  • Dormir de 7 a 9 horas por noite;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Manter acompanhamento médico regular;
  • Praticar mindfulness e buscar momentos de relaxamento;
  • Cultivar vínculos sociais para fortalecer a saúde mental.

O trabalho mostra que o ambiente em que vivemos e as escolhas que fazemos diariamente são determinantes para nossa saúde e longevidade. O desafio, agora, é combinar políticas públicas com atitudes individuais que ajudem a reduzir doenças crônicas e promover uma vida mais longa e saudável.

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