O que evitar autoatendimento pode dizer sobre o comportamento humano? Estudos explicam
Interagir com estranhos, mesmo que brevemente, pode melhorar o humor e gerar um maior senso de conexão social
Você costuma optar pelos caixas de autoatendimento nos supermercados ou mantém o costume de se dirigir aos caixas compostos por funcionários do estabelecimento? Estudos indicam que essa escolha pode ter relação com uma função emocional, mesmo que a pessoa não tenha consciência disso. É o que mostra um artigo publicado pelo jornal argentino Clarín.
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O psicólogo comportamental Nicholas Epley, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, concluiu que interagir com estranhos, mesmo que brevemente, pode melhorar o humor e gerar um maior senso de conexão social. Por isso, algumas pessoas teriam a tendência de aguardar pelo atendimento de um funcionário, mesmo que demande maior tempo de espera, por exemplo.
Essa interação rápida caracteriza o que a sociologia chama de "laços fracos" que compõem o nosso dia a dia. A teoria dos laços fracos surgiu na década de 1970, em um estudo do sociólogo Mark Granovetter.
Segundo a teoria, indivíduos com mais laços fracos teriam acesso a informações mais difusas sobre a sociedade do que aqueles que se restringem a interações apenas com seu ciclo próximo de amigos e familiares. Os laços fracos seriam como uma sustentação da rotina para muitas pessoas.
Os pesquisadores também avaliam o poder que há em uma saudação. Sorrir, agradecer ou trocar algumas palavras rápidas fazem parte da validação da existência um do outro.
Além disso, mesmo que na comunicação com um outro ser humano haja algum tipo de atrito, os pesquisadores acreditam que esse conflito também é importante. Mesmo que indesejáveis, eles constroem a ideia de comunidade, já que a solidão tende a tomar conta quando essas interações desaparecem.
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