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O que comer para controlar a fome no frio e evitar o ganho de peso

A queda nas temperaturas aciona mecanismos fisiológicos no corpo que aumentam o apetite para manter a temperatura corporal

16 set 2026 - 12h51
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Resumo
O aumento da fome no frio é uma resposta biológica para manter o corpo aquecido e compensar a menor exposição solar, mas não exige comer em excesso. O gasto calórico extra pode consumir reservas do próprio organismo. Para evitar o ganho de peso, a estratégia ideal inclui ingerir preparações aquecidas como sopas e chás, usar alimentos termogênicos como canela e gengibre para elevar a temperatura interna, e consumir fibras para prolongar a saciedade e frear os exageros típicos do inverno.

A queda nas temperaturas costuma vir acompanhada por uma necessidade quase automática de consumir refeições quentes e calóricas. Contudo, essa reação não se trata de simples gula, apresentando uma justificativa biológica comprovada. O corpo humano necessita operar em um nível térmico constante, em torno de 36,5°C.

Descubra os motivos científicos para o aumento da fome no frio e saiba quais alimentos ajudam a manter a saciedade
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Foto: Canva / Bons Fluidos

Portanto, quando os termômetros despencam, o metabolismo é forçado a queimar uma quantidade maior de calorias apenas para conservar o aquecimento interno. Visto que a nutrição constitui a principal fonte de combustível para o organismo, o cérebro emite sinais claros pedindo um maior aporte de alimentos.

Por que comemos mais no frio?

Conforme o endocrinologista Antônio Carlos explica ao site O Globo, "É correto dizer que o aumento da fome com as quedas de temperatura é um mecanismo adaptativo fisiológico, para promover fonte energética para produção de calor". No entanto, o especialista ressalta que esse estímulo biológico não exige, obrigatoriamente, o aumento da quantidade de comida ingerida diária. De acordo com o médico, "A produção de calor ocorrerá, mesmo que não haja a ingestão alimentar, mas este mecanismo de fome será acionado e mantido. Se não houver fonte de alimento o organismo gastará o que tiver de reserva".

Além dos fatores térmicos, a menor exposição à iluminação natural durante os meses mais frios impacta o ritmo biológico. A redução da luz solar estimula a síntese de melatonina, substância responsável por induzir o sono e o relaxamento. Consequentemente, o corpo passa a trabalhar em um ritmo mais lento, resultando em sonolência e menor indisposição física. Para compensar esse déficit energético percebido, o sistema nervoso reage ampliando a sensação de apetite ao longo do dia.

Dicas alimentares para equilibrar a fome no frio

Embora o organismo demande mais energia durante o inverno, o consumo descontrolado de calorias pode gerar o acúmulo de gordura corporal, já que os excessos não queimados terminam armazenados. Por esse motivo, a escolha estratégica de pratos auxilia tanto na manutenção da temperatura adequada quanto na promoção da saciedade prolongada sem prejudicar a saúde.

Ingerir bebidas e preparações aquecidas no café da manhã e nas refeições principais alivia a necessidade do corpo de produzir calor por conta própria. Opções como café, chocolate quente, mingau, salada de frutas cozidas, caldos e sopas funcionam como excelentes aliadas na rotina. Além disso, a inclusão de itens termogênicos eleva a temperatura interna, destacando-se a pimenta-vermelha, o gengibre, a canela, o chá-verde, o óleo de coco e os produtos com elevada concentração de cacau.

Por fim, o investimento em opções ricas em fibras contribui para frear o consumo excessivo de refeições. Ingredientes como aveia, arroz integral e frutas consumidas com casca retardam o processo digestivo e estendem a sensação de preenchimento do estômago, facilitando o controle dos exageros típicos da estação.

Bons Fluidos
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