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Neurocientista Telma Abrahão alerta para impactos da adultização infantil em meio à repercussão do caso Felca

Especialista em desenvolvimento infantil destaca que traumas vividos na infância deixam marcas para toda a vida e defende proteção coletiva às crianças

16 ago 2025 - 12h54
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A denúncia feita pelo influenciador digital Felca sobre adultização infantil nas redes sociais segue ganhando repercussão nacional. Em vídeo que já soma dezenas de milhões de visualizações, o youtuber mostrou casos de exposição precoce e sexualização de crianças e adolescentes com fins de monetização, gerando mobilização de autoridades, projetos de lei e ações judiciais para coibir a prática.

Entenda os impactos da adultização infantil nas redes sociais; neurocientista comenta assunto que ganhou destaque na última semana
Entenda os impactos da adultização infantil nas redes sociais; neurocientista comenta assunto que ganhou destaque na última semana
Foto: Reprodução/Youtube / Bons Fluidos

Para a neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil Telma Abrahão, o fenômeno representa um dos maiores riscos para a saúde mental e emocional das crianças. "A infância é uma fase fundamental para o desenvolvimento. Quando uma criança cresce em um ambiente onde não há proteção adequada, ela internaliza: 'Se eu não posso confiar nem nos meus próprios pais, então não posso confiar em ninguém'. Isso transforma o mundo em um lugar sombrio e perigoso", afirma.

Traumas infantis

A especialista alerta que experiências adversas na infância, como negligência, ausência de segurança emocional ou exposição a conteúdos e comportamentos que incentivam a adultização, impactam diretamente o desenvolvimento cerebral. Ela cita o Estudo ACE (Adverse Childhood Experiences), que associa esses eventos a transtornos como ansiedade, depressão, vícios e dificuldades de socialização na fase adulta. "Traumas não resolvidos prejudicam a capacidade de estabelecer vínculos saudáveis e comprometem a regulação emocional, desestabilizando o sistema nervoso. Isso pode gerar hipervigilância, medo constante e adoecimento emocional", explica.

Mobilização

Telma reforça que a proteção à infância não é responsabilidade exclusiva dos pais: "Garantir que a criança tenha espaço para viver plenamente a infância é um dever de toda a sociedade. O que acontece na infância não fica na infância". O caso mobilizou parlamentares, celebridades e órgãos de Justiça. A Câmara dos Deputados anunciou que vai pautar ainda esta semana projetos de lei para ampliar a proteção de crianças no ambiente digital. Entre as medidas em discussão estão a proibição da monetização de conteúdos com menores em situações de risco e a responsabilização das plataformas.

*Fonte: Assessoria Márcia Stival

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