Nem 10 mil, nem 5 mil: A ciência revela quantos passos você realmente precisa para manter o peso
Estudo analisou diferentes estratégias e descobriu a meta exata de passos por dia para evitar o ganho de peso após o emagrecimento
Um dos maiores desafios após o emagrecimento é manter o peso ideal para preservar a saúde a longo prazo. Segundo especialistas, cerca de 80% das pessoas que lutaram contra o sobrepeso ou a obesidade tendem a recuperar os quilos perdidos em poucos anos. Uma caminhada diária de 8,5 mil passos, no entanto, pode impedir esse processo e ajudar na manutenção do peso. É o que revelam pesquisadores da Universidade de Modena e Reggio Emilia.
Entenda o estudo
A descoberta, publicada na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health, baseou-se na revisão de 18 estudos anteriores. Nessas análises, os mais de sete mil voluntários, de países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Japão, recorreram a diferentes estratégias para prevenir a recuperação de peso. Entre as táticas estavam, por exemplo, dietas isoladas ou a combinação de regimes com exercícios leves.
Houve ainda um grupo que não seguiu qualquer tratamento após emagrecer. Tanto essas pessoas quanto os participantes mais ativos foram acompanhados no processo de perda de peso por cerca de 7,9 meses, e na fase de manutenção, que durou, em média, 10,3 meses. No início do estudo e ao final de cada período, os voluntários informavam o número diário de passos. Além disso, forneciam dados de saúde.
Passos diários e peso ideal
Dessa forma, os especialistas identificaram que o aumento de 7 mil para 8.454 passos por dia, logo depois do emagrecimento inicial, resultou em uma perda adicional de cerca de 4 kg. Já na fase de prevenção, a média de 8.241 passos diários garantiu a manutenção de ao menos 3 kg do peso perdido.
"Os participantes devem a elevar sua contagem de passos para aproximadamente 8,5 mil por dia durante a fase de perda de peso e sustentar esse nível de atividade física durante a fase de manutenção para ajudar a evitar a recuperação", concluiu o professor do Departamento de Ciências Biomédicas, Metabólicas e Neurológicas da Universidade de Modena e Reggio Emilia, Marwan El Ghoch, em comunicado.
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