Musicoterapia: para que é recomendada e como funciona
Prática conduzida por profissional qualificado utiliza elementos musicais de acordo com as necessidades de cada pessoa
A musicoterapia é uma prática complementar conduzida por profissionais qualificados, que utiliza elementos musicais com metas terapêuticas personalizadas. Acessível a todas as idades e sem exigir habilidades prévias, ela auxilia no tratamento de condições neurológicas, transtornos emocionais, autismo, câncer e dores crônicas. Por meio de sessões ativas ou receptivas, o método promove avanços na comunicação, na coordenação motora, no humor e no bem-estar geral do paciente.
Uma música pode despertar lembranças, provocar emoções ou simplesmente ajudar a relaxar. A musicoterapia, contudo, vai além de colocar uma canção para tocar. A prática utiliza a música e seus elementos dentro de uma relação terapêutica, conduzida por um profissional qualificado e com objetivos definidos para cada pessoa.
Nesta terça-feira (15), Dia do Musicoterapeuta, a data chama atenção justamente para o trabalho de quem utiliza esse recurso em diferentes contextos de cuidado. Não é necessário saber cantar ou tocar instrumentos para participar, e pessoas de diferentes idades podem se beneficiar.
De acordo com a Cleveland Clinic, a musicoterapia costuma funcionar como uma terapia complementar. Isso significa que ela pode fazer parte de um plano de cuidado mais amplo, ao lado de medicamentos e outras intervenções, quando necessários.
Para que a musicoterapia é recomendada?
A aplicação depende das necessidades e dos objetivos de cada pessoa. Segundo a organização de saúde, pesquisas apontam benefícios da musicoterapia para pacientes com condições neurológicas, emocionais e de desenvolvimento, além de pessoas que enfrentam dores ou passam pelo tratamento de câncer. Entre as condições nas quais a prática pode integrar os cuidados estão:
- Demência;
- AVC;
- Doença de Parkinson;
- Transtorno do espectro autista;
- Ansiedade e transtornos de humor;
- Dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento;
- Câncer;
- Dores agudas ou crônicas.
Os objetivos, contudo, não são iguais para todos. Dependendo do caso, o trabalho pode envolver comunicação, expressão de emoções, interação social, coordenação de movimentos ou manejo do estresse. A Cleveland Clinic também aponta possíveis benefícios relacionados à fala, linguagem, humor e qualidade de vida.
O que acontece durante uma sessão?
Antes de definir as atividades, portanto, o musicoterapeuta considera fatores como necessidades, capacidades e preferências musicais. A partir dessa avaliação, são estabelecidos os objetivos que vão orientar o acompanhamento.
As sessões podem envolver uma participação ativa. Nesse caso, a pessoa pode cantar, tocar instrumentos, improvisar ou criar músicas. Em outras situações, a intervenção é receptiva: o paciente escuta uma música e pode conversar com o profissional sobre pensamentos, sentimentos ou experiências despertados por ela.
Da mesma forma, não existe uma quantidade padrão de encontros. A duração e a frequência dependem do que se pretende trabalhar e da evolução de cada pessoa.
Ouvir música sozinho é musicoterapia?
Apesar dos possíveis efeitos da música sobre o bem-estar, ouvir uma playlist para relaxar não é o mesmo que fazer musicoterapia. A diferença está justamente na presença do profissional e no planejamento da intervenção.
Segundo a Cleveland Clinic, para ser considerada musicoterapia clínica, a sessão precisa ser planejada e conduzida por um musicoterapeuta dentro de uma relação terapêutica. O profissional também acompanha os resultados e pode adaptar as atividades conforme as necessidades apresentadas ao longo do processo.
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