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Musicoterapia: para que é recomendada e como funciona

Prática conduzida por profissional qualificado utiliza elementos musicais de acordo com as necessidades de cada pessoa

14 set 2026 - 18h33
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Resumo
A musicoterapia é uma prática complementar conduzida por profissionais qualificados, que utiliza elementos musicais com metas terapêuticas personalizadas. Acessível a todas as idades e sem exigir habilidades prévias, ela auxilia no tratamento de condições neurológicas, transtornos emocionais, autismo, câncer e dores crônicas. Por meio de sessões ativas ou receptivas, o método promove avanços na comunicação, na coordenação motora, no humor e no bem-estar geral do paciente.

Uma música pode despertar lembranças, provocar emoções ou simplesmente ajudar a relaxar. A musicoterapia, contudo, vai além de colocar uma canção para tocar. A prática utiliza a música e seus elementos dentro de uma relação terapêutica, conduzida por um profissional qualificado e com objetivos definidos para cada pessoa.

A musicoterapia utiliza sons, ritmos e outros elementos musicais dentro de uma abordagem individualizada de cuidado
A musicoterapia utiliza sons, ritmos e outros elementos musicais dentro de uma abordagem individualizada de cuidado
Foto: PamelaJoeMcFarlane/Getty Images Signature / Bons Fluidos

Nesta terça-feira (15), Dia do Musicoterapeuta, a data chama atenção justamente para o trabalho de quem utiliza esse recurso em diferentes contextos de cuidado. Não é necessário saber cantar ou tocar instrumentos para participar, e pessoas de diferentes idades podem se beneficiar.

De acordo com a Cleveland Clinic, a musicoterapia costuma funcionar como uma terapia complementar. Isso significa que ela pode fazer parte de um plano de cuidado mais amplo, ao lado de medicamentos e outras intervenções, quando necessários.

Para que a musicoterapia é recomendada?

A aplicação depende das necessidades e dos objetivos de cada pessoa. Segundo a organização de saúde, pesquisas apontam benefícios da musicoterapia para pacientes com condições neurológicas, emocionais e de desenvolvimento, além de pessoas que enfrentam dores ou passam pelo tratamento de câncer. Entre as condições nas quais a prática pode integrar os cuidados estão:

  • Demência;
  • AVC;
  • Doença de Parkinson;
  • Transtorno do espectro autista;
  • Ansiedade e transtornos de humor;
  • Dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento;
  • Câncer;
  • Dores agudas ou crônicas.

Os objetivos, contudo, não são iguais para todos. Dependendo do caso, o trabalho pode envolver comunicação, expressão de emoções, interação social, coordenação de movimentos ou manejo do estresse. A Cleveland Clinic também aponta possíveis benefícios relacionados à fala, linguagem, humor e qualidade de vida.

O que acontece durante uma sessão?

Antes de definir as atividades, portanto, o musicoterapeuta considera fatores como necessidades, capacidades e preferências musicais. A partir dessa avaliação, são estabelecidos os objetivos que vão orientar o acompanhamento.

As sessões podem envolver uma participação ativa. Nesse caso, a pessoa pode cantar, tocar instrumentos, improvisar ou criar músicas. Em outras situações, a intervenção é receptiva: o paciente escuta uma música e pode conversar com o profissional sobre pensamentos, sentimentos ou experiências despertados por ela.

Da mesma forma, não existe uma quantidade padrão de encontros. A duração e a frequência dependem do que se pretende trabalhar e da evolução de cada pessoa.

Ouvir música sozinho é musicoterapia?

Apesar dos possíveis efeitos da música sobre o bem-estar, ouvir uma playlist para relaxar não é o mesmo que fazer musicoterapia. A diferença está justamente na presença do profissional e no planejamento da intervenção.

Segundo a Cleveland Clinic, para ser considerada musicoterapia clínica, a sessão precisa ser planejada e conduzida por um musicoterapeuta dentro de uma relação terapêutica. O profissional também acompanha os resultados e pode adaptar as atividades conforme as necessidades apresentadas ao longo do processo.

Bons Fluidos
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