Melhores cidades para morar no mundo: ranking revela surpresa no topo e a posição do Brasil
Enquanto a Europa e a Austrália dominam o topo do ranking de qualidade de vida, crises e conflitos no Oriente Médio provocam quedas históricas no índice
Escolher o lugar ideal para viver envolve colocar na balança fatores que vão muito além de impostos baixos ou centros comerciais luxuosos. O tradicional índice anual da Economist Intelligence Unit (EIU) avaliou 173 cidades globais para morar em cinco categorias cruciais: saúde, cultura e meio ambiente, educação, infraestrutura e estabilidade.
O resultado deste ano acendeu um alerta para regiões antes cobiçadas, como o Golfo Pérsico, que teve uma queda expressiva em qualidade de vida devido ao aumento da instabilidade geopolítica. Por outro lado, países conhecidos pela eficiência pública continuam isolados no topo.
Onde o Brasil fica na lista?
O ranking incluiu três capitais brasileiras em sua avaliação. O Rio de Janeiro garantiu a melhor colocação do país, ficando na 108ª posição. Logo atrás, com uma diferença de sete postos, aparece São Paulo na 115ª colocação. Já Manaus fecha a participação brasileira ocupando o 134° lugar.
As 10 melhores cidades para morar
Pelo segundo ano consecutivo, Copenhague, na Dinamarca, celebra o topo do mundo como a cidade mais habitável do planeta. Cidades da Austrália, Suíça e Japão dominam o restante das primeiras posições. Entre as megacidades globais, Tóquio foi a única a alcançar o top 10, já que grandes metrópoles costumam perder pontos preciosos por conta de trânsito caótico e criminalidade.
Confira o topo do ranking:
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Copenhague (Dinamarca) - 98,0
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Viena (Áustria) - 97,1
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Melbourne (Austrália) - 97,0
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Sydney (Austrália) - 96,6
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Zurique (Suíça) - 96,4
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Genebra (Suíça) - 96,1
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Osaka (Japão) - 96,0
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Adelaide (Austrália) - 95,9
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Vancouver (Canadá) - 95,8
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Tóquio (Japão) - 95,7
As 10 piores cidades para se viver
No extremo oposto, a realidade de territórios devastados por guerras e crises humanitárias reflete diretamente nas notas. Damasco, a capital da Síria, permanece na última posição isolada — posto que ocupa infelizmente desde 2013.
Nesse sentido, os reflexos dos recentes ataques e conflitos no Oriente Médio derrubaram os índices de cidades como Mascate (que caiu 14 posições) e Teerã, que passou a integrar o grupo das dez piores.
Veja as menores pontuações da lista:
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Damasco (Síria) - 31,6
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Trípoli (Líbia) - 40,9
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Daca (Bangladesh) - 41,7
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Karachi (Paquistão) - 42,7
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Argel (Argélia) - 42,8
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Lagos (Nigéria) - 43,5
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Porto Moresby (Papua Nova Guiné) - 44,1
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Kiev (Ucrânia) - 44,5
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Harare (Zimbábue) - 44,7
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Teerã (Irã) - 45,3
O avanço da China e os impasses políticos
Por outro lado, a China liderou os índices de melhoria no cenário global. Após anos de pesados investimentos do governo local, todas as cidades chinesas avaliadas subiram suas notas na categoria de saúde, impulsionadas pela meta de oferecer atendimento médico a no máximo 15 minutos de caminhada de qualquer morador.
Em suma, embora a infraestrutura urbana chinesa rivalize com os maiores centros do mundo, a pontuação final do país ainda é severamente prejudicada por problemas ambientais e pela forte cultura de vigilância estatal, o que mantém o gigante asiático distante das preferências de profissionais ocidentais.
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