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Mastopexia com ou sem prótese: saiba qual é a melhor escolha

Especialista esclarece as principais dúvidas

24 fev 2026 - 12h14
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Cirurgião plástico explica quando apenas levantar as mamas é suficiente e em quais casos o implante de silicone pode trazer mais harmonia ao resultado

Flacidez, perda de volume após gravidez, amamentação ou emagrecimento e insatisfação com o formato das mamas estão entre as principais queixas nos consultórios de cirurgia plástica. Diante desse cenário, surge uma dúvida comum entre pacientes: fazer mastopexia com ou sem prótese?

Freepik
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Foto: Revista Malu

A mastopexia é a cirurgia indicada para levantar as mamas, reposicionando o tecido mamário e retirando o excesso de pele. Mas a decisão de associar ou não um implante de silicone depende de uma avaliação individualizada.

Segundo o cirurgião plástico Tulio Carneiro, não existe uma resposta padrão. "A escolha entre mastopexia com ou sem prótese depende da quantidade de tecido mamário que a paciente já possui, do grau de flacidez, da qualidade da pele e da expectativa em relação ao volume final", explica.

Quando a mastopexia sem prótese é indicada?

De acordo com o especialista, pacientes que têm bom volume mamário, mas apresentam queda e flacidez, podem alcançar um excelente resultado apenas com o reposicionamento das mamas.

"Nesses casos, conseguimos remodelar e levantar a mama utilizando o próprio tecido da paciente. O resultado tende a ser mais natural, mantendo o volume original, porém com melhor projeção e firmeza", afirma Tulio Carneiro.

Médicos costumam indicar essa opção para mulheres que desejam apenas corrigir a queda, sem aumentar o tamanho dos seios.

E quando a prótese é recomendada?

Já em situações em que há perda significativa de volume, especialmente após gestação ou grande emagrecimento, a associação com implante pode ser necessária.

"Quando a paciente apresenta pouco tecido mamário ou deseja maior projeção e colo mais marcado, a prótese ajuda a devolver volume e sustentação, complementando o efeito da mastopexia", destaca o cirurgião.

Ele reforça que o implante não serve apenas para aumentar o tamanho, mas também para melhorar a forma e a estrutura da mama.

Expectativa x realidade: o papel da consulta

Um dos pontos mais importantes no processo é alinhar expectativa e resultado possível. Durante a consulta, o médico avalia fatores como espessura da pele, grau de flacidez, posicionamento da aréola, qualidade do tecido mamário e proporção corporal.

"Muitas pacientes chegam ao consultório com referencias de foto, mas precisamos lembrar que cada corpo responde e pede um tipo de cirurgia/volume, no entanto as fotos nos ajudam a entender o conceito de beleza da paciente, isso também é crucial no planejamento cirúrgico e escolha técnica, para dentro da anatomia da paciente entregarmos o mais próximo possível do desejado", ressalta Tulio Carneiro.

Além disso, o médico explica que a escolha impacta diretamente nas cicatrizes, no tempo de recuperação e na durabilidade do resultado.

Mais do que estética, autoestima

A mastopexia, com ou sem prótese, vai além da mudança física. Para muitas mulheres, o procedimento representa recuperação da autoestima e da relação com o próprio corpo.

"O mais importante é entender que não existe uma técnica melhor de forma absoluta. Existe a técnica mais adequada para cada paciente. Uma avaliação criteriosa e uma decisão consciente fazem toda a diferença na satisfação com o resultado", conclui o cirurgião.

Com informação e orientação especializada, a escolha entre mastopexia com ou sem prótese deixa de ser uma dúvida e se torna uma decisão segura e personalizada.

Revista Malu Revista Malu
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