Irmão relata suspeita de TDAH em Diana: 'Sentia muito profundamente'
Após receber o diagnóstico de TDAH na vida adulta, Charles Spencer também relacionou a possível condição da irmã à sensibilidade à rejeição
Em entrevista à People para divulgar seu livro de memórias, Charles Spencer revelou acreditar que a Princesa Diana convivia com TDAH não diagnosticado e dislexia. Diagnosticado tardiamente com o transtorno, Spencer rejeita teorias de que a irmã tivesse bipolaridade ou borderline, associando a intensa sensibilidade dela a rejeições, as oscilações de humor e as fortes reações emocionais aos traços do TDAH, somados à imensa pressão pública que ela enfrentava.
Décadas depois da morte da Princesa Diana, Charles Spencer passou a interpretar algumas experiências da irmã por uma nova perspectiva. Diagnosticado com TDAH apenas na vida adulta, ele acredita que Diana também poderia ter convivido com o transtorno sem saber.
O irmão da princesa abordou o assunto em entrevista à revista 'People', concedida em meio ao lançamento de seu livro de memórias, 'Swan Song: Diana, My Sister'. A afirmação, contudo, representa a percepção pessoal de Spencer, já que Diana não chegou a receber o diagnóstico.
"Acho que Diana sofria de dislexia. Ela tinha muita dificuldade com ortografia, ordem das palavras e ordem das letras. Só descobri que tinha TDAH muito severo mais tarde na vida, e sei que era exatamente o que Diana tinha. É muito parecido", esclareceu.
Na mesma conversa, ele criticou tentativas de atribuir outros diagnósticos psiquiátricos à princesa. "Fico muito chateado quando as pessoas tentam dizer, porque Diana se magoava e ficava muito emotiva, que 'talvez ela tivesse transtorno bipolar ou personalidade borderline', e coisas do tipo. Eu sei que não era isso, aliás, mas essas pessoas levantam essas teorias. Acho que é algo mais banal, de certa forma. Acho que era TDAH, e a rejeição para pessoas com TDAH é algo muito, muito profundo", reforçou.
Irmão de Diana esclarece percepção
Ademais, conforme destacou na entrevista, a partir do que aprendeu sobre o próprio transtorno, Spencer passou a observar de outra maneira a intensidade com que a irmã reagia a determinados conflitos pessoais.
"Isso não é uma crítica. É o reconhecimento de que ela estava lutando contra uma condição totalmente não diagnosticada, e que ela podia mudar de humor num instante. Se ela sentisse que um amigo a havia decepcionado, isso era algo muito sério e difícil de superar", afirmou.
Em seguida, ele relacionou essa sensibilidade à forma como Diana experimentava as próprias emoções: "Ela era sensível à rejeição e se sentia muito decepcionada com as pessoas. E por causa do seu TDAH, por causa da sua personalidade e do seu caráter, ela sentia essas coisas muito profundamente."
Para Charles Spencer, essa interpretação oferece uma possibilidade de compreender algumas experiências da princesa, apesar de não explicar sozinha tudo o que ela viveu. "Mas entender o aspecto do TDAH nisso tudo é realmente útil. E também a pressão extraordinária que ela sofria", concluiu.
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