Incidência de demência diminui: a importância da prevenção
Avanços no controle de fatores de risco, diagnóstico e novas abordagens ampliam perspectivas para o envelhecimento cerebral saudável
A queda na incidência de demência em países desenvolvidos demonstra que o declínio cognitivo não é inevitável com a idade. Fatores como diagnóstico precoce, prevenção e controle de riscos cardiovasculares têm sido determinantes para esse cenário. Paralelamente, terapias complementares promissoras vêm sendo investigadas para a saúde cerebral, a exemplo da fotobiomodulação transcraniana, técnica não invasiva que atua na circulação cerebral e na redução da neuroinflamação.
Queda na incidência de demência reforça importância da prevenção, diagnóstico e novas abordagens
Setembro é o mês mundial de conscientização sobre a Doença de Alzheimer e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento das alterações cognitivas.
Uma reportagem recente do The Economist destacou a redução, ao longo das últimas décadas, da proporção de idosos com demência em alguns países desenvolvidos. Entre os fatores relacionados estão maior controle de riscos cardiovasculares, avanços no diagnóstico e novas possibilidades terapêuticas.
"Esse é um dado importante porque mostra como prevenção e acompanhamento podem impactar o envelhecimento cerebral. A redução de infartos e AVCs, o controle de fatores de risco e o avanço de novas terapias contribuem para esse cenário", comenta o Dr. Álvaro Pereira, angiologista, doutor em Cirurgia Vascular pela Divisão de Bioengenharia do INCOR-HCFMUSP e pós-doutor pelo B&H Hospital - Harvard.
Sequelas da demência
Com o envelhecimento, alterações na comunicação entre os neurônios podem interferir em funções como memória, atenção, aprendizado e raciocínio. Isso, porém, não significa que a demência seja uma consequência inevitável da idade.
Entre as tecnologias estudadas como recurso complementar está a fotobiomodulação transcraniana, técnica não invasiva que utiliza luz em parâmetros específicos para modular processos relacionados à atividade mitocondrial, circulação cerebral e neuroinflamação. Estudos vêm investigando possíveis benefícios sobre memória, atenção e desempenho cognitivo, embora ainda sejam necessários estudos maiores e protocolos mais padronizados.
"A fotobiomodulação pode ser uma ferramenta complementar dentro de um cuidado mais amplo com a saúde cerebral. A proposta não é substituir medicamentos ou outras terapias, mas ampliar as possibilidades de acompanhamento", explica Pereira.
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