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Elas falam o que pensam sobre homem pão duro

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A queimada dos sutiãs na década de 1960 foi um marco na relação entre homem e mulher. Elas conquistaram independência cultural, social e, claro, financeira. Mas, não é pelo motivo de que os homens deixaram de ser os únicos provedores, que podem passar as contas para o nome delas sem cometer indelicadeza. Homem pão duro, segundo as entrevistadas pelo Terra, não agrada o público feminino. “Não ter dinheiro é uma coisa, tudo bem, mas não querer desembolsar R$ 100 para sair com uma mulher é o fim do mundo”, disse a jornalista Larissa Mota.

A cake designer Laura Victoria Alonso opinou que quando o relacionamento é recente, ser pão duro é ainda pior. “Acho constrangedor, qualquer programa fica caro, desde ir à sorveteria até jantar em um restaurante”, criticou. “Comentários como ‘nossa, esse restaurante deve servir em pratos de ouro’ ou ‘não entendo o porquê de se cobrar R$ 20 em um ingresso de cinema, melhor ver pelo computador’ são indelicados”, exemplificou.

“Saí com um colega da faculdade. Chegando ao cinema descobri que era aquele dia que pode assistir filmes nacionais a R$ 2. Morrendo de fome, perguntei o que iríamos fazer depois e ele soltou a bomba: ‘a comida da minha mãe é de graça, para que jantar fora?’. Estávamos em São Paulo, ele tinha ido me buscar no trabalho de carro e acreditei que me levaria para casa, mas perguntou se eu ia de metrô ou se queria uma carona. Eu aceitei e ele me fez colocar gasolina no carro, afinal, estava do lado da casa dele e eu moro no ABC”, lembrou Laura.  Para não passar nervoso contando moedinhas, ela disse que não namoraria um homem pão duro.

<p>Presentear as mulheres é de bom tom, segundo elas</p>
Presentear as mulheres é de bom tom, segundo elas
Foto: Getty Images

Larissa também já passou pelo constrangimento de sair em companhia de um pão duro. “Estava ficando com um cara e no segundo encontro ele sugeriu para dividirmos a conta, sendo que o valor tinha dado R$ 22,75. Fiquei com tanta raiva que fiz questão de pagar a conta sozinha e ainda ofereci para pagar o valet do carro. Achei uma grosseria”, contou. “Isso desgasta a relação, a mulher se sente desvalorizada. Parece que o ‘esforço’ não vale à pena”, acrescentou a jornalista.

A supervisora de call center Nadya Beatriz Machado afirmou que se um homem deixasse de sair com ela ou de fazer as coisas que gosta para economizar, não o escolheria como parceiro. “A mulher começa a sentir que não tem valor, que não vale nem o passeio”, justificou. De acordo com a secretária Natália Barros, é de bom tom o homem não economizar nos agrados nas datas comemorativas. “Chega a ser até chato. Uma ‘mão solta’ às vezes é bom”, disse.

<p>O homem que não é pão duro faz as coisas que tem vontade, programa passeios e viagens</p>
O homem que não é pão duro faz as coisas que tem vontade, programa passeios e viagens
Foto: Getty Images
O bolso do homem

Segundo as entrevistadas, o problema não é a falta de dinheiro, mas ter e não querer gastar. Natália afirmou que dependendo da situação, ou até mesmo se o parceiro estiver guardando dinheiro com um objetivo importante, não se importaria que ele fosse pão duro. “Acho que um homem que sabe agradar uma mulher e presenteá-la se sai melhor na hora da conquista. Mas não que isso seja primordial”, argumentou Nadya.

“O que impera é o bom senso, lógico que se ele está em uma fase difícil, é comum trocar o cinema por filme embaixo da coberta, o jantar por uma pizza em casa e por aí vai. Forçar este tipo de rotina é que é desgastante”, explicou Laura. Não falar em dinheiro o tempo inteiro, segundo Larissa, é primordial. “Ele deve sugerir um restaurante ou passeio legal em momentos especiais e planejar viagens”, citou. “O homem não precisa pagar tudo, nem deve, mas tudo tem que ser conversado. Preparar uma noite especial para a pessoa com quem se relaciona, vez ou outra, não mata ninguém”, acrescentou Nadya.

 

<p>As entrevistadas são a favor da divisão de despesas</p>
As entrevistadas são a favor da divisão de despesas
Foto: Getty Images
Quem paga a conta?

As entrevistadas pelo Terra são a favor da divisão das despesas entre o casal.  No primeiro encontro, porém, Laura disse ser a favor do “quem convida, paga”. “Afinal, você ainda não sabe como é a situação financeira da outra pessoa, então corre o risco de chamá-la para um restaurante super caro e obrigá-la a viver de migalhas o resto do mês depois de ter dividido aquela conta”, justificou.

O fator faixa salarial também precisa ser avaliado: “se ambos ganham valor parecido, acho que deve ser uma divisão justa. Mas, se um ganha algo muito superior ao que outro, a coisa muda de figura”, disse Nadya. A sugestão da supervisora é um pagar o jantar e o outro a sobremesa. Natalia é contra a regra de 50 % para cada um, segundo ela, “quem estiver numa situação melhor pode pagar por inteiro, ou então, dividir, assim não pesa para nenhum lado”. As mulheres são contra contabilizar cada centavo na hora de dividir e disseram ser mais “saudável” alternar quem vai pagar sem muito rigor.

 

Fonte: Terra
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