Henri Castelli ama vinhos: dicas para escolher o ideal
Ator do BBB 26 reacende interesse pela bebida e inspira público a descobrir o vinho certo para cada ocasião
Henri Castelli chamou atenção no BBB 26 ao revelar sua paixão por vinho. O ator, que sempre demonstrou interesse pela boa gastronomia, reacendeu a curiosidade do público sobre a bebida, símbolo de elegância e prazer em qualquer encontro.
Mas, para quem ainda está começando, o universo dos vinhos pode parecer um labirinto de rótulos, uvas e nomes estrangeiros. Afinal, como escolher o ideal?
Vinho tinto, branco ou rosé: por onde começar?
A principal diferença entre os vinhos está na cor, que influencia diretamente o sabor. O tinto, feito a partir de uvas escuras e fermentadas com as cascas, tem sabor mais encorpado e marcante. É a escolha perfeita para acompanhar carnes e massas com molhos robustos.
O branco é produzido com uvas claras e fermentadas sem casca. Mais leve e refrescante, combina com peixes, frango e saladas.
O rosé fica no meio do caminho: é leve, aromático e muito versátil, ideal para quem quer uma bebida suave, mas com personalidade.
Como entender o rótulo
Saber ler o rótulo é um dos primeiros passos para escolher o vinho certo e, na prática, é mais simples do que parece. A etiqueta da garrafa traz várias informações importantes, mas três delas são essenciais para quem está começando: o tipo de uva, o país de origem e o grau de doçura (seco ou suave).
Tipo de uva
O nome da uva, chamado de variedade, é o primeiro indicador do estilo e do sabor do vinho.
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Cabernet Sauvignon é uma das uvas tintas mais famosas do mundo, com sabor encorpado e notas de frutas escuras, como amora e cassis.
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Merlot é mais macia, com taninos leves e aroma frutado, ideal para quem prefere vinhos suaves ao paladar.
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Chardonnay, uma uva branca versátil, pode resultar em vinhos cítricos e frescos ou com notas amanteigadas, dependendo do envelhecimento.
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Sauvignon Blanc, por outro lado, é leve e vibrante, com toques de maracujá e ervas frescas — perfeita para dias quentes.
Saber o perfil da uva ajuda a prever se o vinho será mais leve, doce, ácido ou intenso, sem precisar provar antes.
País e região de origem
A origem geográfica do vinho influencia diretamente seu sabor, porque o clima e o solo (o chamado terroir) interferem no desenvolvimento das uvas.
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Brasil: conhecido por vinhos jovens e frutados, especialmente os produzidos no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense.
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Chile: oferece vinhos equilibrados, com excelente custo-benefício. Os tintos de Carmenère e Cabernet Sauvignon são os mais populares.
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Argentina: famosa pelos vinhos de Malbec, intensos e aveludados, vindos da região de Mendoza.
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Portugal: mistura tradição e variedade, com tintos encorpados do Douro e brancos refrescantes do Alentejo.
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França: berço dos vinhos clássicos, como os de Bordeaux (tintos estruturados) e os brancos da Borgonha (ricos e complexos).
Essas referências ajudam a entender o estilo da bebida. Por exemplo, um vinho chileno tende a ser mais leve e acessível, enquanto um francês pode ser mais sofisticado e ter aroma mais complexo.
Seco, suave ou meio seco
A classificação seco ou suave se refere à quantidade de açúcar residual presente no vinho.
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O vinho seco tem pouco ou nenhum açúcar após a fermentação, o que o torna mais encorpado e intenso. É a escolha preferida de quem gosta de sabores mais equilibrados e sofisticados.
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O vinho suave mantém parte do açúcar natural da uva, resultando em um sabor adocicado e mais fácil de apreciar, ideal para iniciantes.
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O meio seco, também chamado de demi-sec, fica entre os dois: levemente adocicado, mas ainda equilibrado.
Essa informação normalmente aparece no rótulo em português ou em termos estrangeiros, como dry (seco), semi-dry (meio seco) e sweet (suave).
Dica extra: safra e teor alcoólico
Além desses três pontos, vale observar outros detalhes que o rótulo revela:
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A safra indica o ano em que as uvas foram colhidas. Vinhos de safras recentes tendem a ser mais leves e frutados, enquanto os envelhecidos ganham complexidade.
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O teor alcoólico, geralmente entre 11% e 14%, influencia a sensação na boca. Quanto maior o teor, mais encorpado e quente é o vinho.
Saber interpretar essas informações ajuda a evitar escolhas aleatórias e a entender o que se está levando para casa.
As uvas mais populares
Algumas uvas são boas portas de entrada para quem quer começar a entender o mundo do vinho. A Merlot é macia e frutada, com sabor fácil de gostar. A Cabernet Sauvignon é encorpada e intensa, perfeita para acompanhar pratos fortes. Entre os brancos, a Chardonnay traz notas amanteigadas, enquanto a Sauvignon Blanc é cítrica e leve.
Como harmonizar sem errar
Harmonizar é combinar o vinho certo com a comida certa. Mas não precisa complicar:
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Carnes vermelhas: tintos como Cabernet e Syrah.
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Massas e molhos vermelhos: rosés e tintos médios.
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Peixes e frutos do mar: brancos leves, como Sauvignon Blanc.
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Queijos e entradas: rosés e espumantes sempre funcionam.
A regra geral é equilibrar o peso da comida com o corpo do vinho. Pratos mais leves pedem vinhos leves; receitas encorpadas combinam com rótulos mais intensos.
Quanto custa um bom vinho?
Não é preciso gastar muito para beber bem. Hoje, há bons vinhos entre R$ 40 e R$ 80 em supermercados e lojas especializadas.
O segredo é experimentar rótulos diferentes, comparar uvas e origens. Com o tempo, o paladar se acostuma e você descobre o que mais combina com seu gosto.
Como armazenar e servir
O vinho precisa de cuidado para manter o sabor. Guarde as garrafas em local fresco e escuro, longe de variações de temperatura.
As que têm rolha devem ficar deitadas, para evitar que o ar entre.
Na hora de servir, atenção à temperatura:
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Tintos: entre 16°C e 18°C
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Brancos: de 8°C a 12°C
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Rosés: entre 10°C e 12°C
Esses detalhes fazem diferença na experiência e nos aromas da bebida.
Erro comum entre iniciantes
O erro mais frequente é escolher o vinho apenas pela garrafa bonita ou pelo preço alto. Nem sempre o mais caro é o melhor, e o mais barato pode surpreender.
Outro equívoco é servir a bebida na temperatura errada: tinto muito quente ou branco gelado demais pode alterar completamente o sabor!
Resumo rápido para escolher bem
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Defina se prefere tinto, branco ou rosé.
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Veja o tipo de uva e o país no rótulo.
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Escolha seco ou suave, conforme seu gosto.
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Combine o vinho com a refeição.
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Armazene corretamente e sirva na temperatura certa.
Prazer e experiência
O vinho, além de uma bebida, é um convite para desacelerar. É sobre o momento: abrir uma garrafa, sentir o aroma, dividir com amigos. E foi exatamente isso que Henri Castelli quis dizer ao contar seu amor pelo vinho no BBB 26: a bebida é mais do que status, é experiência.
Com informações básicas e curiosidade, qualquer pessoa pode se tornar um bom apreciador! Afinal, o melhor vinho não é o mais caro, é aquele que combina com você.