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Harvard revela o melhor exercício para fortalecer o abdômen

Movimento feito deitado ativa diferentes músculos da região central do corpo e pode ser adaptado conforme a condição física

17 set 2026 - 15h39
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Resumo
Especialistas de Harvard apontam o "inseto morto" (dead bug) como o melhor exercício para o abdômen. Feito no chão sem aparelhos, ele alterna braços e pernas opostos enquanto o tronco fica contraído, ativando toda a musculatura do core, inclusive o transverso profundo, crucial para estabilizar a coluna. A prática foca no controle e não na quantidade, recomendando-se de 8 a 12 repetições por série, até quatro vezes por semana, contando com adaptações para iniciantes ou pessoas sentadas.

Os motivos para fortalecer o abdômen vão muito além da aparência. Isso porque os músculos do core participam de movimentos cotidianos, ajudam a estabilizar a coluna e dão suporte ao corpo ao levantar ou carregar objetos. Com o passar dos anos, contudo, essa musculatura pode perder força.

Movimento feito deitado ativa diferentes músculos da região central do abdômen e pode ser adaptado conforme a condição física
Movimento feito deitado ativa diferentes músculos da região central do abdômen e pode ser adaptado conforme a condição física
Foto: Ziga Plahutar/Getty Images Signature / Bons Fluidos

De acordo com Yasaman Zarbafian, fisioterapeuta do Massachusetts General Hospital, afiliado à Universidade Harvard, em publicação do 'Harvard Health Publishing', esse enfraquecimento ocorre não somente com a idade, como em decorrência de um estilo de vida sedentário.

Nesse cenário, então, um exercício ganha destaque por trabalhar diferentes músculos da região central sem exigir equipamentos: o inseto morto, também conhecido como dead bug.

Movimento trabalha diferentes músculos do abdômen

Apesar do nome curioso, o exercício é relativamente simples. Ele é realizado deitado de costas, com movimentos alternados de braços e pernas enquanto o abdômen permanece contraído. Desta forma, trabalha principalmente a área do core.

Essa região reúne músculos do abdômen, das costas, da pelve e dos glúteos. Entre os principais estão o reto abdominal, os oblíquos e o transverso do abdômen, que participa da estabilização da parte central do corpo.

"Em comparação, o exercício do inseto morto trabalha todos os músculos abdominais, inclusive o transverso do abdômen profundo", explicou Zarbafian ao comparar o movimento com os abdominais tradicionais.

Controle é mais importante que quantidade

Para começar, deite-se de costas, contraia o abdômen e eleve as pernas até que joelhos e quadris formem aproximadamente 90 graus. Os braços ficam estendidos em direção ao teto.

Em seguida, estenda lentamente a perna direita enquanto leva o braço esquerdo para trás. Retorne à posição inicial e repita do outro lado. Durante o movimento, evite arquear a lombar e mantenha a respiração regular.

A orientação é realizar entre oito e 12 repetições por série. No entanto, conforme ressaltou a fisioterapeuta, a execução deve vir antes da quantidade. "Você quer que sua última repetição seja tão boa quanto a primeira", afirmou.

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Adaptações ampliam as possibilidades

Quem tiver dificuldade pode manter os pés apoiados no chão e movimentar apenas os braços. Outra possibilidade é fazer uma versão sentada, com as costas apoiadas em uma cadeira e movimentos alternados entre braço e perna opostos.

Zarbafian sugere incluir o exercício na rotina de três a quatro vezes por semana ou incorporá-lo aos treinos habituais. Pessoas com limitações físicas ou condições de saúde, contudo, devem buscar orientação profissional antes de começar. "Se sentir qualquer dor ou desconforto, pare imediatamente e procure atendimento médico", orientou.

Bons Fluidos
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