GHK-Cu: o peptídeo que virou febre no rejuvenescimento
Promovido nas redes sociais por supostos efeitos sobre colágeno, regeneração e longevidade, o GHK-Cu desperta interesse científico
Existe uma diferença importante entre uma molécula ser biologicamente interessante e ela já estar pronta para se transformar em tratamento. O GHK-Cu, também conhecido como peptídeo de cobre, é um bom exemplo.
A substância ganhou enorme popularidade nas redes sociais nos últimos anos e passou a ser associada a promessas de rejuvenescimento, melhora da qualidade da pele, estímulo à produção de colágeno, regeneração dos tecidos e até estratégias de longevidade.
Parte desse entusiasmo tem fundamento: o GHK-Cu é uma molécula naturalmente encontrada no organismo, e há estudos investigando sua participação em processos relacionados à reparação tecidual, à cicatrização e à matriz extracelular.
O problema começa quando esse potencial científico passa a ser apresentado como se a eficácia clínica e a segurança já estivessem definitivamente comprovadas, principalmente quando o assunto é GHK-Cu injetável.
Para a endocrinologista e metabologista Dra. Ully Caroline Fernandes e Sousa, essa é uma distinção fundamental. "Eu gosto de inovação. Mas inovação em medicina não significa usar primeiro e estudar depois. Uma molécula pode ser fascinante no laboratório e ainda não estar pronta para ser colocada dentro de uma pessoa."
O que é GHK-Cu?
O GHK-Cu é formado pela ligação de um pequeno peptídeo, composto pelos aminoácidos glicina, histidina e lisina, a um íon de cobre.
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