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Franciely Freduzeski relembra luta para receber o diagnóstico de fibromialgia: 'Vivia sendo retalhada'

Franciely Freduzeski relembrou a longa busca pelo diagnóstico de fibromialgia e desabafou sobre o preconceito enfrentado por quem convive com doenças invisíveis

31 mai 2026 - 10h39
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Conviver com dor constante já é desafiador por si só. Mas, para muitas pessoas, existe uma camada ainda mais difícil: a necessidade de provar o tempo inteiro que o sofrimento é real. Foi sobre isso que a atriz e psicóloga Franciely Freduzeski falou ao relembrar a longa trajetória até descobrir que convivia com fibromialgia.

Franciely Freduzeski emocionou ao falar sobre fibromialgia, cirurgias desnecessárias e os julgamentos que enfrenta por conviver com a doença 
Franciely Freduzeski emocionou ao falar sobre fibromialgia, cirurgias desnecessárias e os julgamentos que enfrenta por conviver com a doença
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em um encontro voltado para discutir os impactos emocionais e psicológicos das dores crônicas, Franciely contou que os primeiros sintomas começaram em 2018 e foram se intensificando gradualmente. Até receber o diagnóstico correto, em 2022, ela passou por 27 médicos, realizou inúmeros exames e enfrentou cirurgias que, mais tarde, descobriu não serem necessárias. "Fiz cirurgia da coluna duas vezes, cirurgia no glúteo, nos ombros… Eu vivia sendo retalhada para cá e para lá", desabafou.

Quando a dor não aparece nos exames

Segundo a atriz, durante anos ninguém sequer cogitou a possibilidade de fibromialgia. Mesmo realizando exames como ressonâncias, raio-x, exames de sangue e eletroneuromiografia, ela seguia sem respostas concretas para as dores que sentia diariamente. "Em nenhum momento alguém falou sobre fibromialgia para mim, ninguém nem suspeitou, nem nada", contou.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, alterações no sono, sensibilidade corporal aumentada e impactos emocionais importantes. Um dos maiores desafios da condição é justamente o fato de ela não aparecer de forma evidente em exames tradicionais, o que faz muitas pessoas enfrentarem invalidação e demora no diagnóstico.

Especialistas apontam que pacientes com doenças invisíveis frequentemente convivem com sentimentos de frustração, isolamento e culpa, principalmente quando escutam comentários que minimizam o sofrimento por não existirem sinais físicos aparentes.

O preconceito contra doenças invisíveis

Além das dores físicas, Franciely também falou sobre o desgaste emocional provocado pelo julgamento constante das pessoas. A atriz revelou que sente vergonha e desconforto ao usar o cordão de identificação para doenças ocultas, especialmente em situações que envolvem prioridade de atendimento. "Eu pego ponte aérea toda semana e uso fila preferencial. Toda vez sou julgada. As pessoas falam: 'Você não parece doente'", afirmou.

Ela relembrou ainda uma situação recente vivida durante uma viagem saindo de Curitiba. Segundo a atriz, uma passageira questionou sua presença na fila preferencial dizendo: "Você não acha que é muito jovem para estar aqui?". O relato expõe uma realidade comum para quem convive com doenças crônicas invisíveis: a ideia equivocada de que só merece acolhimento quem apresenta limitações físicas visíveis.

Falar sobre a doença também é uma forma de cuidado

Hoje, Franciely usa a própria visibilidade para ampliar o debate sobre fibromialgia e conscientizar mais pessoas sobre a existência dessas condições. "Eu também sou igual a todas vocês, também passo pelos mesmos problemas", disse durante o encontro.

Apesar do cansaço emocional causado pelos julgamentos, ela acredita que continuar falando sobre o assunto é fundamental para reduzir o preconceito e gerar mais empatia. "As pessoas vão olhar torto de qualquer jeito. É só falando que elas vão entender que essas doenças existem", afirmou.

Mais do que um relato pessoal, a fala da atriz também funciona como um lembrete importante: nem toda dor pode ser vista de fora. E reconhecer isso talvez seja um dos primeiros passos para construir relações mais humanas, cuidadosas e menos apressadas em julgar o sofrimento do outro.

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Um post compartilhado por Franciely Freduzeski (@franfreduzeski)

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