Script = https://s1.trrsf.com/update-1785522911/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Falta de nutriente no cérebro pode explicar o aumento da ansiedade

Pesquisas recentes apontam que níveis reduzidos de colina no cérebro afetam a regulação emocional e abrem caminhos para novos tratamentos

1 ago 2026 - 14h22
Compartilhar
Exibir comentários

Os transtornos de ansiedade possuem causas multifatoriais, mas pesquisas recentes trouxeram um elemento biológico surpreendente para o debate: a redução dos níveis de colina, um nutriente fundamental para a manutenção da saúde cerebral.

Descubra como a falta de colina no cérebro pode estar associada a transtornos de ansiedade. Veja o que diz a ciência e alimentos importantes
Descubra como a falta de colina no cérebro pode estar associada a transtornos de ansiedade. Veja o que diz a ciência e alimentos importantes
Foto: vladans/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Nesse sentido, o estudo conduzido por Richard Maddock e Jason Smucny, publicado na revista científica Nature Molecular Psychiatry, analisou informações de 25 pesquisas. Assim, a equipe encontrou um padrão químico consistente que ajuda a explicar a razão pela qual algumas pessoas desenvolvem crises ansiosas de maneira mais intensa.

A colina atua em processos essenciais do corpo humano, participando da formação das membranas celulares e da produção de compostos ligados à memória, ao humor e ao controle muscular. Embora o organismo produza pequenas quantidades por conta própria, a maior parte desse nutriente vem diretamente da alimentação diária.

O que acontece quando a química perde o equilíbrio?

A meta-análise avaliou 370 pessoas diagnosticadas com transtornos de ansiedade e as comparou a 342 indivíduos sem o quadro. Os resultados revelaram que o primeiro grupo apresentava cerca de 8% menos colina no cérebro.

Por outro lado, embora pareça uma diferença numericamente pequena, essa redução mostrou-se especialmente marcante no córtex pré-frontal — a região estratégica responsável por regular pensamentos, emoções e a tomada de decisões.

Esse déficit ganha ainda mais relevância, porque o cérebro de pessoas ansiosas costuma operar em constante modo de hiperalerta:

  • Maior gasto energético: A resposta contínua ao estresse eleva a demanda por compostos químicos.

  • Dificuldade de autorregulação: A falta de colina impede o cérebro de manter o equilíbrio necessário para responder com calma aos estímulos diários.

  • Desregulação de áreas-chave: Regiões como a amígdala (que avalia os perigos) e neurotransmissores como a norepinefrina entram em sobrecarga.

Com isso, situações simples do cotidiano passam a ser interpretadas pelo organismo como ameaças reais, desencadeando quadros de ansiedade generalizada, pânico ou ansiedade social.

Espectroscopia: a tecnologia que revelou o desequilíbrio

Para identificar o desequilíbrio metabólico, os pesquisadores utilizaram dados de espectroscopia de ressonância magnética de prótons (1H-MRS). Trata-se de uma técnica avançada e não invasiva capaz de mapear a quantidade exata de substâncias químicas em áreas específicas do cérebro. Da mesma forma, o mapeamento comprovou que a ansiedade possui bases biológicas e químicas reais, indo muito além de uma questão apenas comportamental.

Qual é o papel da alimentação no controle da ansiedade?

Apesar de tudo, ainda não existem evidências conclusivas de que apenas aumentar a ingestão de colina seja suficiente para eliminar os sintomas de ansiedade. Contudo, manter os níveis desse nutriente em dia é uma recomendação valiosa para proteger o sistema nervoso.

Confira os principais alimentos ricos em colina para incluir no cardápio:

  • Peixes (como o salmão, também rico em ômega-3)

  • Leite e derivados da soja

Em suma, a descoberta de que a ansiedade está associada à menor disponibilidade de colina amplia as fronteiras da neurociência. Por fim, o estudo abre portas promissoras para que o cuidado com a saúde mental no futuro combine intervenções nutricionais personalizadas com os tratamentos clínicos tradicionais.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Portal R7 (@portalr7)

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra