Estudo revela os lugares do mundo onde as pessoas vivem mais; confira
A pesquisa publicada na revista The Gerontologist buscou validar os dados que identificam as regiões conhecidas como "zonas azuis", onde as populações vivem mais de 90 anos
Existem locais no mundo onde altas concentrações de pessoas levam vidas longas e saudáveis. Essas áreas são chamadas de "zonas azuis", termo criado pelo jornalista e membro da National Geographic, Dan Buettner, em 2004. Um estudo recente analisou os métodos utilizados para identificar as regiões e apontou onde vivem as populações mais longevas.
Locais onde as pessoas vivem por mais tempo
Os cientistas Steven N. Austad, da Universidade do Alabama, e Giovanni M. Pes, da Universidade de Sassari, revisaram décadas de pesquisas demográficas sobre os indivíduos residentes em zonas azuis já identificadas. Dessa forma, indicaram que os estudos desses locais se baseiam em múltiplos documentos, como registros civis de nascimento e óbito, além de arquivos eleitorais, militares e religiosos.
Portanto, conforme apontam os pesquisadores, o levantamento publicado na revista The Gerontologist validou as técnicas que reconheceram a Sardenha, na Itália; Okinawa, no Japão; Icária, na Grécia; e a Península de Nicoya, na Costa Rica, como regiões com concentração significativa de pessoas longevas. De acordo com o estudo, essas populações apresentam altas taxas de sobrevivência, podendo ultrapassar os 90 anos.
"Afirmações extraordinárias sobre longevidade exigem evidências extraordinárias. O que mostramos neste artigo é que as zonas azuis originais atendem — e muitas vezes superam — os rigorosos critérios de validação usados mundialmente para confirmar a longevidade humana excepcional", afirmou Austad, em um comunicado.
Ele ressalta, contudo, que essa determinação não é fixa, já que a modernização, a migração e as mudanças nos hábitos dos moradores podem impactar a expectativa de vida. Por isso, ainda há a possibilidade de que os mesmos processos também levem ao surgimento de novas zonas azuis. "O fato de essas áreas poderem aparecer e desaparecer reforça, na verdade, seu valor científico. Isso permite que pesquisadores estudem como fatores sociais, culturais e de estilo de vida influenciam o envelhecimento saudável ao longo do tempo", concluiu.