Especialista indica 6 alimentos para o café da manhã que garantem longevidade
O pesquisador Dan Buettner, referência mundial em longevidade, revela os alimentos que não podem faltar na primeira refeição do dia para quem quer envelhecer com saúde
Dan Buettner ficou conhecido por estudar as chamadas Zonas Azuis. Elas são regiões do planeta onde a expectativa de vida é notavelmente alta e a quantidade de centenários impressiona. Lugares como Sardenha (Itália), Okinawa (Japão) e Loma Linda (Estados Unidos) foram analisados de perto pelo especialista, que identificou hábitos comuns entre essas populações com maior longevidade.
Entre as descobertas, Buettner destaca a importância do café da manhã. Mas não se trata de qualquer refeição: os alimentos escolhidos fazem toda a diferença.
Café da manhã como refeição principal
Ao CNBC Make It, o pesquisador falou sobre o estilo de vida nas Zonas Azuis. "As pessoas fazem a maior refeição do dia no café da manhã. Depois, vão reduzindo a quantidade de comida ao longo do dia, geralmente jantando cedo e ficando em jejum até o café da manhã seguinte". Essa prática contrasta com o costume ocidental de valorizar mais o jantar.
Para ele, começar o dia com produtos ultraprocessados é um erro grave. "As pessoas devem evitar a maioria dos produtos vendidos como alimentos de café da manhã nos Estados Unidos, como Pop-Tarts, cereais com alto teor de açúcar, iogurte adoçado e granola", alerta. Ou seja, não basta comer muito: é preciso comer bem.
De acordo com o especialista, seis alimentos são protagonistas da mesa matinal dos mais longevos: feijões, vegetais, arroz, frutas, missô e aveia. Em suas redes sociais, compartilha a receita que mais gosta: "Cozinho os flocos lentamente com algumas amêndoas, tâmaras, leite de soja e talvez um pouco de xarope de bordo. É o café da manhã perfeito das Zonas Azuis: rico em fibras solúveis, proteínas e quase meia dúzia de vitaminas. É uma ótima maneira de começar o dia".
Desafio para a longevidade
Adotar o hábito de priorizar o café da manhã com alimentos simples, nutritivos e pouco processados não é apenas uma prática alimentar - é uma escolha de estilo de vida. O que se observa nas Zonas Azuis é que longevidade não vem de fórmulas mágicas, mas da soma de pequenas atitudes consistentes, como valorizar os alimentos da terra e respeitar o ritmo natural do corpo.
Assim, trocar cereais açucarados e ultraprocessados por feijões, vegetais ou uma tigela de aveia pode parecer um detalhe, mas, a longo prazo, faz toda a diferença. Como lembra Dan Buettner, cuidar da primeira refeição do dia é cuidar também da qualidade da vida que desejamos viver. E esse gesto pode ser o primeiro passo para uma jornada mais longa, saudável e cheia de vitalidade.