Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Escolas que cortam alimentos ultraprocessados cortam riscos: o futuro da saúde dos adolescentes

Pesquisas recentes realizadas por universidades públicas brasileiras indicam que capitais com regras claras para as cantinas escolares registram consumo menor desse tipo de produto entre os estudantes

27 jan 2026 - 16h31
Compartilhar
Exibir comentários

Em diversas regiões do Brasil, o ambiente nas escolas tem se tornado um campo estratégico para enfrentar o consumo de alimentos ultraprocessados entre adolescentes. Pesquisas recentes realizadas por universidades públicas brasileiras indicam que capitais com regras claras para as cantinas escolares registram consumo menor desse tipo de produto entre os estudantes. A discussão ganha relevância em meio ao avanço de doenças crônicas associadas à alimentação inadequada.

Escolas que cortam alimentos ultraprocessados cortam riscos
Escolas que cortam alimentos ultraprocessados cortam riscos
Foto: Canva / Bons Fluidos

Essas normas costumam estabelecer o que pode ou não ser vendido em cantinas de escolas públicas e privadas, com foco especial em bebidas açucaradas, salgadinhos, biscoitos recheados e outros itens industrializados. Ao limitar a exposição diária a esses produtos, as regras contribuem para que adolescentes tenham contato mais frequente com alimentos considerados mais saudáveis, como frutas, preparações caseiras e lanches com menor teor de açúcar, sal e gorduras.

O que são alimentos ultraprocessados?

A expressão alimentos ultraprocessados é usada para designar produtos industrializados que passam por várias etapas de processamento e costumam conter aditivos, corantes, aromatizantes e grandes quantidades de açúcar, gordura e sódio. Entre os exemplos mais comuns estão refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, sorvetes industrializados e embutidos, como salsichas e nuggets.

Estudos nacionais e internacionais associam o consumo frequente desses produtos ao aumento do risco de obesidadediabetes tipo 2, hipertensão e outras doenças crônicas não transmissíveis. Na adolescência, fase marcada por mudanças físicas e emocionais, o hábito de consumir ultraprocessados pode se consolidar e se manter na vida adulta. Por isso, o tema passou a atrair a atenção de pesquisadores, gestores públicos e profissionais de saúde.

Levantamentos realizados a partir de bases nacionais de dados, como a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), mostram que capitais com leis, decretos ou portarias que regulam a venda de alimentos em cantinas apresentam menor consumo de ultraprocessados entre adolescentes. Essas normas costumam proibir ou restringir a venda de refrigerantes, doces industrializados, salgadinhos e biscoitos recheados, além de incentivar a oferta de frutas, sucos naturais e preparações feitas na própria escola ou por fornecedores que sigam critérios nutricionais.

O mecanismo é relativamente simples: quando o estudante não encontra ultraprocessados naquele ambiente em que passa boa parte do dia, tende a reduzir o consumo desses produtos, pelo menos durante o período escolar. Em muitos casos, esse padrão se estende para fora da escola, apoiado por campanhas educativas, projetos pedagógicos e envolvimento das famílias. Assim, a regulamentação da cantina funciona como um instrumento de proteção, especialmente para adolescentes que têm menos acesso a informações sobre alimentação saudável.

  • Redução da oferta de ultraprocessados no dia a dia escolar.
  • Maior contato com frutas, lanches caseiros e preparações simples.
  • Ambiente que reforça escolhas alimentares mais equilibradas.
  • Possível impacto positivo nos hábitos fora do ambiente escolar.

Leis sobre cantinas escolares

As normas sobre alimentação escolar variam entre estados e municípios, mas algumas características costumam se repetir. Em geral, as regras definem quais produtos são proibidos, quais são restritos e quais devem ser incentivados. Em alguns locais, há também orientações sobre publicidade no ambiente escolar, contratos com fornecedores e ações educativas complementares.

  1. Proibição de venda de refrigerantes, bebidas energéticas, salgadinhos de pacote, balas, pirulitos e biscoitos recheados.
  2. Restrição de alimentos com alto teor de sódio, gorduras trans e açúcares adicionados.
  3. Incentivo à oferta de frutas in natura, sucos sem adição de açúcar, sanduíches naturais e preparações assadas.
  4. Controle de publicidade de alimentos industrializados dentro da escola, inclusive em cartazes e materiais promocionais.
  5. Recomendações pedagógicas para que o tema alimentação saudável seja tratado em sala de aula.

Por fim, em algumas capitais e estados, como partes do Sudeste e do Nordeste, essas diretrizes se somam a políticas mais amplas de segurança alimentar, ampliando o alcance das iniciativas. Há ainda experiências locais que incluem a participação dos estudantes na discussão sobre o cardápio e na fiscalização do que é oferecido nas cantinas.

Bons Fluidos
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade