"Eles podem correr maior risco físico do que filhos de alcoólatras": psicologia analisa um segmento até então esquecido: filhos de acumuladores
70% dos adultos que sofrem de acumulação compulsiva relatam apresentar os primeiros sinais na adolescência
O transtorno de acumulação não afeta apenas aqueles que sofrem com ele, mas também deixa marcas em seus filhos, que crescem em um ambiente de caos, desordem e, muitas vezes, perigo.
Ao contrário de outros transtornos psicológicos, a acumulação não apenas afeta a vida dos afetados, mas também impacta diretamente o desenvolvimento emocional e social de crianças que vivem em lares onde o espaço é dominado por objetos, lixo e desordem extrema. De acordo com o The Guardian, esse problema tem sido ignorado há muito tempo, mas novas pesquisas começaram a revelar seus efeitos devastadores.
A organização HoardingUK alertou que filhos de acumuladores podem correr maior risco físico do que filhos de alcoólatras devido aos perigos de viver em uma casa repleta de objetos, higiene precária, infestações de pragas e riscos de incêndio.
Além disso, o impacto emocional de crescer em tal ambiente pode levar a traumas profundos e padrões comportamentais que podem levar ao desenvolvimento do mesmo transtorno na idade adulta.
Megan Karnes, da HoardingUK, observou que o trauma de crescer em um ambiente de acumulação pode desencadear comportamentos de acumulação em uma criança e reforçou o quão sério isso pode ser para uma criança: "Filhos de pais acumuladores podem correr maior risco físico do que filhos de alcoolistas".
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