Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
REPRISE
Cientistas, educadores e pensadores debatem sobre o futuro do planeta; assista
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Discussão entre Luana Piovani e Pedro Scooby levanta dúvida: afinal, como se pega piolho?

Discussão entre os famosos chamou atenção para um problema comum principalmente entre crianças; entenda a transmissão, os sinais e os cuidados necessários

3 set 2026 - 17h07
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A recente polêmica entre Luana Piovani e Pedro Scooby sobre os filhos chamou a atenção para a pediculose, desmistificando a ideia de que o piolho está ligado à falta de higiene. O parasita se espalha pelo contato físico direto ou pelo compartilhamento de itens como escovas e bonés, já que ele não pula nem voa. Especialistas recomendam o uso do pente fino e produtos antiparasitários adequados, alertando contra receitas caseiras perigosas e reforçando a prevenção entre familiares e escolas.

Uma discussão entre Luana Piovani e Pedro Scooby sobre os filhos acabou colocando um problema bastante comum na infância no centro das conversas nas redes sociais: o piolho. A atriz, de 50 anos, publicou uma imagem mostrando o que aparentavam ser os insetos e afirmou que a filha Liz teria voltado com a infestação após viajar com o pai.

Caso envolvendo Luana Piovani e Pedro Scooby reacende dúvidas sobre piolho; entenda como ocorre a transmissão, como tratar e prevenir
Caso envolvendo Luana Piovani e Pedro Scooby reacende dúvidas sobre piolho; entenda como ocorre a transmissão, como tratar e prevenir
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Scooby, de 38 anos, apresentou outra versão. Segundo o surfista, a menina já teria chegado de Portugal, onde vive com a mãe, apresentando lêndeas, nome dado aos ovos dos piolhos.

Não demorou para a discussão ganhar repercussão e virar motivo de brincadeira entre os internautas, que passaram a questionar até se os piolhos seriam "brasileiros" ou "portugueses". A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro entrou na conversa de maneira bem-humorada e aproveitou o assunto para divulgar informações sobre o problema. "Não deixe o piolho surfar essa onda!", publicou o órgão.

Mas, deixando a disputa de lado, o episódio traz uma dúvida que acompanha muitas famílias, principalmente quando existem crianças em idade escolar: afinal, de onde vêm os piolhos e como eles passam de uma pessoa para outra?

Piolho não é sinal de falta de higiene

A infestação por piolhos recebe o nome de pediculose. Esses pequenos parasitas vivem junto ao couro cabeludo e se alimentam de sangue, característica que ajuda a explicar um dos principais sintomas do problema: a coceira.

Ao portal O Globo, especialistas explicam que eles conseguem se reproduzir rapidamente. Uma fêmea pode colocar cerca de dez ovos diariamente e viver aproximadamente um mês. Esses ovos são as famosas lêndeas, que ficam aderidas aos fios e podem ser percebidas durante a inspeção do cabelo.

Apesar de uma associação bastante antiga, ter piolho não significa que a pessoa tenha pouca higiene. Os parasitas encontram no couro cabeludo humano aquilo de que precisam para sobreviver, independentemente da frequência com que o cabelo é lavado. "As pessoas associam o problema com falta de higiene, mas esse estigma também precisa ser quebrado", afirmou o pediatra Tadeu Fernandes, diretor da SPSP.

Afinal, como alguém pega piolho?

Diferentemente do que algumas pessoas imaginam, piolhos não possuem asas e também não conseguem saltar de uma cabeça para outra. Eles caminham. Por isso, uma das principais formas de transmissão é o contato próximo entre duas pessoas, principalmente quando os cabelos se encostam. Isso ajuda a entender por que o problema aparece com tanta frequência entre crianças.

Na escola, em brincadeiras, durante uma foto em grupo ou enquanto assistem a algo lado a lado, elas podem permanecer com as cabeças próximas durante bastante tempo, facilitando a passagem do parasita.

Objetos pessoais que entram em contato com o cabelo também não devem ser compartilhados, como pentes, escovas, acessórios, bonés e toalhas. Portanto, não existe uma característica específica da criança que faça o piolho "escolhê-la". A proximidade com alguém que apresenta a infestação é muito mais importante para explicar a transmissão.

Quais sinais merecem atenção?

Coçar repetidamente a cabeça é provavelmente o sinal mais conhecido, mas não é o único. Também é possível encontrar lêndeas presas aos fios ou observar os próprios piolhos durante uma inspeção cuidadosa do couro cabeludo.

A coceira intensa ainda pode provocar pequenas lesões. Quando a criança coça a região repetidamente, a pele pode ficar machucada e abrir caminho para infecções bacterianas. Por isso, diante de suspeita, vale examinar principalmente o couro cabeludo e a região próxima à nuca.

Como eliminar piolhos e lêndeas?

O pente fino continua sendo um grande aliado. Passá-lo cuidadosamente pelos fios ajuda na retirada dos parasitas e das lêndeas. Existem ainda produtos antiparasitários destinados ao tratamento da pediculose, encontrados em diferentes apresentações, como loções e shampoos. Porém, principalmente no caso de crianças, gestantes, idosos ou pessoas com pele sensível, é importante buscar orientação profissional para escolher e utilizar o tratamento corretamente.

Outro ponto importante é verificar outras pessoas que convivem de perto com quem está com piolho. Dessa maneira, é possível identificar novos casos e reduzir as chances de o problema ficar circulando dentro da família.

Cuidado com receitas caseiras

Quando aparece piolho, não faltam soluções milagrosas compartilhadas na internet. Refrigerantes, misturas com sal e até substâncias que jamais deveriam entrar em contato com o couro cabeludo aparecem entre as recomendações.

O problema é que algumas dessas práticas podem provocar irritações, dermatites e queimaduras sem necessariamente resolver a infestação. Há casos ainda mais perigosos, como a aplicação de inseticidas domésticos diretamente no cabelo. Esses produtos são tóxicos e nunca devem ser utilizados dessa maneira.

Dá para prevenir?

Como crianças convivem muito próximas umas das outras, impedir completamente a transmissão pode ser difícil. Ainda assim, algumas atitudes ajudam. Evitar o compartilhamento de pentes, escovas, toalhas, bonés e acessórios de cabelo é uma delas. Também vale observar periodicamente o couro cabeludo, especialmente quando a escola comunica a existência de casos entre os alunos.

Roupas de cama e toalhas devem ser higienizadas regularmente, e a escola precisa ser avisada quando uma criança apresenta piolhos. Assim, outras famílias podem verificar os filhos e tratar possíveis casos, contribuindo para interromper a transmissão.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra