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Dia Mundial do Coração: sinais comuns que podem indicar que algo não vai bem

Sintomas como falta de ar, suor frio e desconforto no peito exigem atenção, principalmente quando surgem de forma intensa ou diferente do habitual

28 set 2026 - 21h42
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Resumo
No Dia Mundial do Coração, especialistas alertam para sintomas sutis de problemas cardiovasculares, como cansaço e falta de ar, além da dor no peito que pode se espalhar. Em mulheres, idosos e diabéticos, os sinais de infarto costumam ser atípicos ou indolores, exigindo socorro imediato via SAMU (192). Como fatores como hipertensão e colesterol alto são silenciosos, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda exames periódicos e a adoção de hábitos saudáveis para prevenir complicações.

Nem todo problema cardiovascular começa com um sinal evidente. Alterações que parecem banais, como queda incomum de disposição, dificuldade para respirar ou desconforto no peito, merecem atenção quando surgem de forma intensa ou fogem do habitual. O alerta ganha destaque no Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro.

Cuidar do coração também envolve reconhecer sinais de alerta e acompanhar fatores de risco antes que apareçam complicações
Cuidar do coração também envolve reconhecer sinais de alerta e acompanhar fatores de risco antes que apareçam complicações
Foto: Konstantin Postumitenko/Prostock-studio / Bons Fluidos

De acordo com o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio está entre os problemas cardiovasculares de maior impacto no país, com uma estimativa de 300 mil a 400 mil casos por ano.

Quais sinais do coração merecem atenção?

Em um infarto, o desconforto pode começar no tórax e se espalhar para áreas como braço, pescoço, mandíbula, costas ou rosto. Náusea, vômito, suor intenso, falta de ar, palidez e sensação de desmaio também podem acompanhar o quadro.

O problema, porém, nem sempre aparece da forma considerada clássica. O médico Francisco José, da área de cardiologia do AmorSaúde, chama atenção para grupos nos quais os sintomas podem se manifestar de outra maneira. "Em mulheres, idosos e diabéticos, a dor pode ser atípica, diferente dessa descrição e, no paciente diabético, pode não haver dor", explica.

Diante da suspeita de infarto, a orientação do Ministério da Saúde é acionar o SAMU pelo telefone 192. O atendimento pode começar ainda no local. No caso do AVC, alterações na fala e comprometimento de um dos lados do corpo também exigem atendimento rápido.

Alguns fatores de risco não provocam sintomas

Problemas cardiovasculares podem se desenvolver sem sinais perceptíveis. Hipertensão, diabetes e colesterol elevado estão entre os fatores mais conhecidos. Histórico familiar, excesso de peso e idade também entram nessa avaliação.

Há ainda hábitos que aumentam o risco ao longo do tempo. "É preciso considerar a genética familiar e a obesidade, além de hábitos como a inatividade física e a alimentação rica em sal, ultraprocessados e açúcar", afirma José. Por isso, o acompanhamento médico ajuda a identificar riscos antes que eles evoluam para complicações.

Quando fazer uma avaliação do coração?

A avaliação costuma começar pela análise dos principais fatores de risco. A partir desse perfil, o profissional decide se há necessidade de exames adicionais, como eletrocardiograma ou teste ergométrico.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a avaliação rotineira desses fatores entre 40 e 75 anos. Pessoas de 20 a 39 anos também devem passar por acompanhamento periódico.

Isso não significa, contudo, que todos precisem fazer os mesmos exames. O teste ergométrico, por exemplo, pode ser indicado em situações específicas e não funciona como uma exigência para toda a população.

Hábitos também ajudam a proteger o coração

Parte do risco cardiovascular está ligada a fatores que não podem ser modificados, como idade e histórico familiar. Outros, porém, passam diretamente pela rotina. Hábitos do cotidiano também entram nessa prevenção e podem ajudar no controle de fatores modificáveis.

"No dia a dia, é preciso minimizar o estresse com caminhada, ioga ou academia e dormir de seis a oito horas, além de manter o peso adequado ao índice de massa corporal e ajustar a nutrição com acompanhamento profissional", orienta o médico.

Bons Fluidos
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