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Dan Stulbach explica por que mantém relação com os filhos fora dos holofotes: 'Paga-se um preço muito alto'

Ator de Quem Ama Cuida explicou por que preserva a privacidade dos filhos e compartilhou reflexões sobre paternidade, limites e respeito à individualidade

13 jul 2026 - 18h10
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Conhecido por dar vida a personagens marcantes na televisão, Dan Stulbach vive atualmente o conflituoso Ademir na novela Quem Ama Cuida. Fora das telas, porém, a relação com os filhos segue um caminho bem diferente daquele retratado na ficção. Em entrevista ao jornal Extra, o ator falou sobre a escolha de preservar a família da exposição pública e explicou por que considera a privacidade um valor essencial.

Dan Stulbach revela por que mantém os filhos longe dos holofotes e compartilha sua visão sobre paternidade e privacidade
Dan Stulbach revela por que mantém os filhos longe dos holofotes e compartilha sua visão sobre paternidade e privacidade
Foto: Reprodução/YouTube/Globo / Bons Fluidos

Casado há 17 anos com a documentarista Heloísa Becker Albertani, Dan é pai de Anita, de 15 anos, e Davi, de 13. Segundo ele, os filhos não optaram por uma vida sob os holofotes e, por isso, merecem crescer longe da curiosidade do público.

"Quanto mais as pessoas sabem de você, mais difícil fica de elas acreditarem no seu personagem. Entendo toda a curiosidade do público, mas... Não exponho meus filhos. Eles não escolheram o que eu escolhi", afirmou.

O ator também refletiu sobre o preço da superexposição e destacou que prefere manter alguns aspectos da vida apenas no âmbito familiar. "Paga-se um preço muito alto quando se abre a vida toda. Não quis criar uma imagem mentirosa a meu respeito, mas também não quis compartilhar coisas que são tão preciosas para mim", acrescentou.

Aprendendo a ser pai

Apesar da discrição, Dan compartilhou um pouco sobre a convivência com os filhos e revelou que a paternidade tem sido um exercício constante de equilíbrio entre oferecer apoio e respeitar a autonomia de cada um.

"Estou aprendendo a ser presente, mas não intrusivo. Minha filha gosta de teatro musical e canta muito bem, já eu não sou do teatro musical (risos). Meu filho agora está na idade que, se eu falar algo, ele diz o contrário. O quanto devo impor limites, dar a própria opinião? Esse equilíbrio você vai aprendendo com o tempo. Sobre a Helô, ela prefere ficar no mudinho dela", contou.

Ao comparar sua experiência familiar com a história vivida por seu personagem na novela, o ator destacou que faz questão de incentivar os filhos a descobrirem seus próprios caminhos, sem impor expectativas. "Quero que Anita e Davi descubram quem eles são. Um pai pode estimular os sonhos dos filhos. Este é um papel bonito. Eu falava para o meu pai: 'Quero tocar violão!'. E ele: 'Pra quê? Não fala bobagem'. E mudava de assunto", relembrou.

Luto e gratidão

Na entrevista, Dan também comentou sobre a perda da mãe, que morreu no início deste ano. Vivendo um momento de grande reconhecimento profissional, ele contou que sente falta de compartilhar essa fase com quem sempre acreditou em seu talento.

"Tenho feito um trabalho com tanta repercussão, e ela não está presente. Seria a pessoa mais feliz nesse momento. Torcia por mim incondicionalmente. Às vezes, eu não me dava conta disso. Mas a gente era muito ligado", disse.

Os conflitos entre pai e filho na novela

Na trama Quem Ama Cuida, Ademir vive uma relação marcada por conflitos com o filho Pedro, interpretado por Chay Suede. Ainda assim, Dan acredita que o afeto permanece presente entre os dois personagens, apesar das constantes divergências.

"É bonito a gente ver um filho lutando por aquilo em que acredita. Seria lindo ter um filho assim. Na trama, é um confronto muito forte, não só do pai com o filho, mas da pessoa mais experiente com a que tem menos bagagem. Ademir quer que o filho seja como ele. Não respeita o Pedro. É impositivo. Mas, apesar de os dois brigarem, eles se amam", explicou.

O ator ainda adiantou que os próximos capítulos abordarão um tema delicado. Segundo ele, Ademir enfrentará uma acusação de assédio, trazendo novamente à discussão questões relacionadas à violência contra a mulher. Ao falar sobre a vida pessoal e a ficção, Dan Stulbach mostra que, para ele, educar também significa respeitar a individualidade dos filhos e permitir que cada um construa a própria história, longe das expectativas e da exposição excessiva.

Bons Fluidos
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