Os fãs da culinária espanhola podem fazer um roteiro de lugares para experimentar as famosas tapas na cidade de São Paulo - locais não faltam. No entanto, para ajudá-los, a Puma Social Guide listou cinco opções para ir jantar ou simplesmente petiscar e apreciar deliciosas tapas. Confira:
As famosas tapas espanholas são opções gastronômicas em diversos restaurantes da capital paulista
Além das tapas, a casa oferece várias opções de petiscos para serem degustados no térreo, com cerveja. O local também dispõe de música ao vivo. R. Augusta, 1246, Consolação. (11) 2574-1444
Sancho Bar Y Tapas
O local tem decoração que remete às tradições espanholas, como os famosos jamóns. O cardápio inclui opções como paella, cervejas espanholas e sangria. R. Augusta, 1415, Consolação. (11) 3141-1956
Clos de Tapas
Com decoração contemporânea, o local oferece diversos tipos de tapas e menu espanhol completo. R. Domingos Fernandes, 548, Moema. (11) 3045-2220
iVenga!
A casa tem cerca de 30 opções diferentes de tapas, desde huevos locos até mini churros como sobremesa. Também agrada aos amantes de vinho, com uma carta especial. R. Delfina, 196, Vila Madalena. (11) 3097-9252
Torero Valese
Além da tradicional sangria, os visitantes poderam saborear diferentes e generosas tapas, como a de polvo e tomate ou a de shiitake com jamón. Av. Horácio Lafer, 638, Vila Olímpia. (11) 3168-7917
O chef Tsuyoshi Murakami esteve em Campos do Jordão no último sábado (21) para algumas práticas gastronômicas
Foto: Danielle Barg / Terra
Ele foi o chef convidado para ministrar um workshop no Hotel Campos do Jordão Hotel-escola Senac
Foto: Danielle Barg / Terra
O prato escolhido para a aula foi o Vieiras com trufas e aroma de yuzu (também conhecido como "limão japonês")
Foto: Danielle Barg / Terra
O chef começou a aula avisando que todos estranhariam a simplicidade e rapidez com a qual o prato seria feito
Foto: Danielle Barg / Terra
O preparo começa com o corte central da peça de vieira
Foto: Danielle Barg / Terra
O chef deixou separado em três recipientes diferentes a manteiga de trufa, o sal e o yuzu
Foto: Danielle Barg / Terra
Murakami passa a manteiga de trufa com os dedos na parte de cima das vieiras. "Essa manteiga é mais concentrada, vocês vão sentir que a Itália está dentro de vocês", avisou
Foto: Danielle Barg / Terra
Em seguida, usou o maçarico para derreter a manteiga, processo que chamou de "cócegas na vieira"
Foto: Danielle Barg / Terra
Em seguida, o chef aplicou o yuzu
Foto: Danielle Barg / Terra
O ingrediente confere o gosto cítrico à receita
Foto: Danielle Barg / Terra
Por último, salpicou sal por cima das peças
Foto: Danielle Barg / Terra
O prato foi finalizado com raspas de uma laranja comum
Foto: Danielle Barg / Terra
Depois de pronto, o prato foi servido para os participantes do workshop
Foto: Danielle Barg / Terra
Murakami explica que um dos pilares da culinária japonesa é interferir o menos possível no que a natureza dá
Foto: Danielle Barg / Terra
Na noite do próprio sábado (21), o chef foi o convidado para conduzir um jantar exclusivo no Festival Rota dos Sentidos, com direito à harmonização de vinhos. O primeiro prato servido foi o Kappo nassubi momotaro (berinjelas com tomate momotaro); harmonizado com vinho Cava Castellroig Brut (Castellroig - Penedés - Espanha)
Foto: Nicola Labate / Divulgação
Em seguida, a vieira que foi o tema do workshop: Hotate trufa yuzu (vieiras com trufas e aroma de yuzu), com o mesmo vinho do primeiro prato
Foto: Nicola Labate / Divulgação
Na sequência, o chef serviu Maguro Nutta (atum selado com molho de missô picante e gema de codorna). O vinho escolhido foi o Pioneer Block Pinot Noir 2008 (Saint Clair - Malrborough - Nova Zelândia)
Foto: Nicola Labate / Divulgação
O quarto prato foi um Shake no Saikyoyaki (salmão marinado em missô e resíduo de sakê com molho teriyaki); o chef explica que o resíduo de saquê é o creme que a bebida solta durante a fermentação, muito utilizado em sua cidade natal, Hokkaido, no Japão. O vinho que acompanhou este prato foi o Pouylli Fuissé 2010 (Bouchard - Bourgogne - França)
Foto: Nicola Labate / Divulgação
O último prato apresentado foi o Tonkatsu aspara tomato (panceta de porco empanada com molho tonkatsu, aspargos e tomate). Murakami explica que a panceta fica quatro horas cozinhando, para eliminar todas as substâncias ruins. Em seguida, é empanada em farinha de rosca japonesa. "Lambuzem bem no molho e mandem ver", brincou com os convidados. O vinho da vez foi o Chassagne-Montrachet 2009 (Bouchard - Bourgogne - França)
Foto: Nicola Labate / Divulgação
A sobremesa, Anmistu, é um mix de frutas com anko (doce de feijão) e kanten (gelatina de algas); harmonizada com um Santa Rita Late Harvest 2011 (Santa Rita - D.O. Valle de Limarí - Chile)
Foto: Nicola Labate / Divulgação
Em entrevista exclusiva ao Terra, Murakami falou um pouco sobre sua relação com gastronomia. Nascido em Hokkaido, no Japão, veio para o Brasil com apenas três anos
Foto: Danielle Barg / Terra
Aos 18, resolveu cair no mundo para estudar a arte da gastronomia e, com a mochila nas costas, voltou para o seu país de origem. Em 1988, foi para Tóquio, e depois acumulou mais dois anos de experiência em Nova York e outros dois em Barcelona, estudando a cultura e os sabores locais
Foto: Danielle Barg / Terra
De volta ao território nacional, começou a trabalhar no restaurante Kinoshita, inaugurado há mais de três décadas no tradicional bairro oriental da Liberdade. O dono, Toshio Kinoshita, era pai de Suzana Murakami, que veio a se tornar a sua mulher e parceira nos negócios há 17 anos
Foto: Danielle Barg / Terra
Suzana é quem geralmente cria o cardápio de sobremesas e também cuida de questões gerenciais
Foto: Danielle Barg / Terra
Com leveza, Murakami procura aconselhar quem pretende escolher a gastronomia como caminho profissional. "É preciso se permitir a todas as sensações, para ser lapidado e cada vez mais deixar a sensibilidade à flor da pele, que é o motor de tudo isso"