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Rafa Brites desabafa sobre seletividade alimentar do filho: 'Não é frescura'

Apresentadora falou sobre os julgamentos que enfrentou por causa da seletividade alimentar do filho e reforçou que o transtorno vai muito além de "frescura" ou falta de limites

13 mai 2026 - 18h24
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A apresentadora Rafa Brites usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre a seletividade alimentar do filho mais velho, Rocco, de nove anos, fruto de seu relacionamento com Felipe Andreoli. Em vídeo publicado na terça-feira (12), ela falou sobre os julgamentos que enfrentou ao longo dos anos e reforçou que o quadro do menino não se trata de "frescura" ou falta de limites.

Rafa Brites desabafou sobre a seletividade alimentar do filho e pediu mais empatia com crianças que convivem com transtornos alimentares 
Rafa Brites desabafou sobre a seletividade alimentar do filho e pediu mais empatia com crianças que convivem com transtornos alimentares
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Emocionada, Rafa contou que passou muito tempo acreditando que a dificuldade alimentar do filho era consequência de erros na criação. Segundo ela, comentários vindos de familiares, conhecidos e até pessoas próximas fizeram com que carregasse culpa durante anos.

"Seletividade alimentar não é frescura. Eu passei anos da minha vida me culpando, achando que o problema do meu filho era eu, porque eu ouvia, em todos os lugares, de todas as pessoas, que eu mimava, que eu fazia as vontades dele, que se deixasse passar fome, ele não seria assim", afirmou.

O que é seletividade alimentar?

A seletividade alimentar acontece quando a criança apresenta extrema restrição ou dificuldade para consumir determinados alimentos. Em muitos casos, fatores como textura, cheiro, temperatura, aparência e até cor da comida podem provocar desconforto intenso.

Rafa explicou que o filho possui acompanhamento profissional e que o transtorno envolve questões sensoriais e cognitivas muito mais complexas do que simples preferência alimentar.

"Aí eu preciso falar para vocês pararem de serem ignorantes... Isso não é frescura. É transtorno alimentar diagnosticado, que é acompanhado por fono, por terapia ocupacional, por nutricionista", disse. A apresentadora ainda comentou que alimentos industrializados costumam ser mais aceitos justamente porque oferecem previsibilidade sensorial, algo importante para crianças que convivem com esse tipo de condição.

"Quantas vezes eu já ouvi: 'Nossa, mas daí você está dando batata chips, deu bala para o seu filho'. Então, deixa eu te explicar, produtos industrializados são sempre previsíveis, porque a batatinha chips é assim, a bala é assim em qualquer lugar do mundo. Não tem novidade, então a criança não se desregula", explicou.

A culpa que muitas famílias carregam

Durante o relato, Rafa também falou sobre o impacto emocional vivido pelas famílias que convivem com a seletividade alimentar infantil. Segundo ela, o nascimento do segundo filho, Leon, ajudou a perceber que o comportamento de Rocco não estava relacionado à forma como era criado.

Ela contou que o caçula se alimenta sem dificuldades, o que fez com que finalmente entendesse que a seletividade não era resultado de "mimo" ou permissividade. "Meu filho come tudo... Chuchu, escarola, o [alimento] do prato do lado, o que não é dele. Então parece que a culpa não era minha", afirmou.

O desabafo também trouxe à tona os impactos sociais enfrentados por crianças que convivem com transtornos alimentares. Segundo Rafa, situações comuns da infância, como dormir na casa de amigos ou participar de festas, podem se tornar fonte de ansiedade e exclusão.

"Antes de você julgar, essa família já está sofrendo, essa criança já está sofrendo. Muitas vezes acaba tendo déficit social, porque a criança começa a não querer dormir na casa do amigo, porque à tarde vai ter lanchinho, pão. Meu filho não come pão, não come pizza", contou.

O pedido por mais empatia

Ao final do vídeo, Rafa fez um apelo para que familiares, escolas e pessoas próximas respeitem os limites da criança e parem de insistir ou pressionar a alimentação. "Hoje eu respeito meu filho. Se tiver que levar lanchinho na bolsa, eu vou mandar. Vou ligar pra essa mãe e vou dizer: não adianta insistir. Ele tem seletividade alimentar. Respeitem, vovós, professoras", pediu.

A apresentadora reforçou que o filho é acompanhado por diferentes profissionais da saúde e defendeu que famílias que vivem situações semelhantes precisam de acolhimento - e não de julgamentos.

"Eu tenho três profissionais acompanhando isso. Sejam mais solidários com famílias assim, com crianças assim, que aí vocês vão estar ajudando de verdade, ao invés de julgar e piorar a situação que a gente já sofre tanto. Obrigada", concluiu.

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Um post compartilhado por Rafa Brites (@rafabrites)

Bons Fluidos
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