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Nova descoberta sobre efeitos da semaglutida surpreende a comunidade científica

Novo estudo na The Lancet revela que o uso de semaglutida, presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy, reduz em 44% o risco de depressão e melhora a ansiedade

8 abr 2026 - 19h08
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Uma das classes de medicamentos mais comentadas da década, os análogos do GLP-1 — que incluem a semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro) — acaba de ganhar um novo capítulo em sua trajetória clínica. Um amplo estudo publicado na prestigiada revista científica The Lancet Psychiatry revelou que esses fármacos podem oferecer benefícios surpreendentes para a saúde mental, reduzindo significativamente episódios de depressão, ansiedade e até o uso abusivo de substâncias.

Novo estudo na The Lancet revela que o uso de semaglutida reduz em 44% o risco de depressão e melhora a ansiedade
Novo estudo na The Lancet revela que o uso de semaglutida reduz em 44% o risco de depressão e melhora a ansiedade
Foto: Canva / Bons Fluidos

A análise, conduzida por pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental em parceria com o Instituto Karolinska (Suécia) e a Universidade Griffith (Austrália), acompanhou quase 100 mil indivíduos entre 2009 e 2022. Os dados mostraram que, durante o uso da semaglutida, o risco de hospitalizações por depressão caiu 44%, enquanto os transtornos de ansiedade tiveram uma redução de 38%.

Nova descoberta sobre a semaglutida

Embora o estudo seja baseado em registros e não determine a causa exata, os pesquisadores apontam caminhos interessantes para explicar esse "efeito colateral" positivo. Uma das hipóteses reside na melhora da imagem corporal e no controle glicêmico, mas os cientistas acreditam que pode haver um componente neurobiológico direto. A semaglutida pode atuar no sistema de recompensa do cérebro, diminuindo não apenas o desejo por comida, mas também a compulsão por álcool e outras substâncias — cujas internações relacionadas caíram 47% durante o tratamento.

"Problemas relacionados ao álcool frequentemente têm efeitos subsequentes no humor e na ansiedade", explicou o professor Mark Taylor, da Universidade Griffith. O impacto foi tão robusto que surpreendeu a equipe de investigação, especialmente por observar uma redução também no comportamento suicida entre os pacientes monitorados.

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Estudos anteriores

No entanto, a nova pesquisa sobre semaglutida vai na contramão de um estudo publicado há cerca de um ano na Current Neuropharmacology, que levantava preocupações sobre um possível aumento no risco de ideação suicida associado aos análogos de GLP-1  - Ozempic e Wegovy. Na época, sugeriu-se que caminhos genéticos específicos poderiam desencadear alterações cerebrais negativas em determinados pacientes.

Contudo, a robustez desta nova análise na The Lancet — que utilizou registros nacionais suecos de longo prazo — traz uma camada extra de segurança para médicos e pacientes. Para Markku Lähteenvuo, diretor de pesquisa na Finlândia, a associação forte indica que o tratamento metabólico e o mental podem estar mais interconectados do que se imaginava. Mesmo assim, os especialistas reforçam que o uso desses medicamentos deve ser rigorosamente acompanhado por profissionais de saúde, avaliando o histórico individual de cada paciente.

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