Ney Matogrosso revela por que nunca quis se casar: 'Gosto de namorar'
Aos 85 anos, cantor fala sobre suas experiências amorosas, explica por que nunca quis se casar e revela como sua visão sobre o amor mudou com o tempo
No documentário "Ney por trás das máscaras", exibido no Festival do Rio, Ney Matogrosso revelou por que nunca quis se casar, apesar de ter vivido grandes amores, como com Cazuza. Aos 85 anos, o cantor afirmou que prefere namorar e preza por sua independência e liberdade, rejeitando as cobranças do matrimônio tradicional. Ney destacou que a maturidade o tornou mais flexível para expressar afeto com leveza, encarando o amor como um aprendizado contínuo que não precisa ser permanente para ser real.
Aos 85 anos, Ney Matogrosso continua encarando o amor com liberdade e sem medo de contrariar as expectativas. Dono de uma trajetória marcada pela autenticidade, o cantor abriu o coração sobre seus relacionamentos, relembrou experiências amorosas e explicou por que, apesar de já ter vivido grandes paixões, nunca teve vontade de se casar.
As declarações fazem parte do documentário Ney por trás das máscaras, dirigido por Esmir Filho e apresentado no Festival do Rio. Na produção, o artista fala sobre sua intimidade e mostra que, mesmo depois de tantas experiências, ainda encontra novas maneiras de compreender o amor.
Ney Matogrosso explica por que prefere continuar solteiro
Ao longo da vida, Ney viveu relacionamentos que despertaram a curiosidade do público. Entre eles, estão o romance com Cazuza e a relação com o médico Marco de Maria, com quem compartilhou a casa durante anos. Entretanto, nenhuma dessas experiências mudou sua preferência por manter a independência amorosa.
Para o cantor, estar apaixonado não significa necessariamente assumir os compromissos tradicionalmente associados ao casamento. Ele conta que gosta de namorar, mas não se identifica com a ideia de precisar prestar contas constantemente a outra pessoa.
"Não suporto casamento. Gosto de namorar. Aliança no dedo? Deus que me livre. Nunca quis. Não gosto dessa situação, de ter que dar satisfação o tempo todo, porque eu enjoo. Acho que todo mundo enjoa, não só eu. Sempre gostei da safadeza, e gosto ainda da sem-vergonhice", afirmou, entre risadas.
A declaração reflete uma característica que acompanha Ney dentro e fora dos palcos: a disposição para viver de acordo com suas próprias escolhas, sem se prender a convenções sociais.
O que mudou na maneira de amar?
Embora continue valorizando a liberdade, Ney reconhece que sua relação com os sentimentos passou por transformações ao longo dos anos. Segundo ele, a maturidade trouxe mais flexibilidade e permitiu que demonstrasse afeto de maneiras que antes pareciam difíceis.
Se no passado algumas declarações amorosas eram encaradas com seriedade excessiva, hoje o artista consegue falar sobre seus sentimentos com mais leveza. Ele também passou a compreender que o amor não precisa ser permanente para ser verdadeiro enquanto existe.
"Tem gente que vai achar ótimo estar disponível. Tudo passa, esse excesso de atenção... Mas é bom também quando a gente está apaixonado, se joga na lama. Eu gosto disso hoje até mais do que gostava. Tive oportunidade de aprender. Você aprende a ser maleável, o tempo foi me amansando. Numa conversa particular, íntima, eu até pergunto: 'você me ama? Meu amor gosta do que?'. Fico brincando. Frases que antes eu não falava. Achava muito grave dizer isso para alguém. Você pode estar amando hoje, amanhã não mais", refletiu.
A fala mostra que, para Ney, amadurecer também significa abandonar algumas resistências emocionais. Em vez de tentar controlar o que sente ou exigir garantias sobre o futuro, ele prefere aproveitar as experiências afetivas conforme elas acontecem.
Apesar de toda a vivência, o cantor não considera que tenha encontrado respostas definitivas sobre os relacionamentos. Pelo contrário: acredita que compreender o amor continua sendo um processo de aprendizado.
Documentário revela um lado mais íntimo do artista
Em Ney por trás das máscaras, o público acompanha os bastidores da preparação do cantor para o Carnaval de 2025, quando foi homenageado pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense. Embora a celebração de sua carreira seja o ponto de partida da produção, o diretor Esmir Filho também abre espaço para conversas pessoais, permitindo que Ney compartilhe lembranças, opiniões e reflexões sobre diferentes momentos da vida.
O filme terá sessões no Festival do Rio, nos dias 10 e 11 de outubro. A primeira acontece no sábado (10), às 14h, no Kinoplex São Luiz, no Largo do Machado, no Rio de Janeiro. Já a segunda está prevista para domingo (11), às 19h, no Reserva Cultural, em Niterói.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.