Augusto Cury vai apoiar quem no segundo turno?
Terceiro colocado no primeiro turno, escritor e candidato do Avante decidiu não declarar apoio até o momento
Augusto Cury decidiu não vai apoiar nenhum dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 até o momento. Terceiro colocado na primeira etapa da disputa, o candidato do Avante afirmou que pretende manter o silêncio e não declarar apoio nem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem a Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi confirmada por Cury após o resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4). Em pronunciamento, o escritor afirmou que vai se “silenciar completamente” em relação aos dois candidatos que permanecem na disputa.
“Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança”, declarou Cury. Ele também afirmou que as propostas apresentadas durante sua campanha estão disponíveis para que o vencedor do segundo turno possa aproveitá-las.
Nas eleições presidenciais de 2026, o escritor Augusto Cury ( Avante) recebeu 3.437.401 votos no primeiro turno, o que correspondeu a 2,89% dos votos válidos nacionalmente.
"Torço para aqueles que foram para o segundo turno possam ser responsáveis, possam amar o Brasil e aproveitar os meus projetos. Eu quero dizer que você não mata um povo quando o seu coração para. Você mata um povo quando você tira dele a capacidade de sonhar e a capacidade de ter esperança. Eu espero sinceramente que o povo brasileiro tão sofrido, tão querido, tão amado, que ele possa voltar a sonhar e ter esperança neste Brasil tão fragmentado", disse ele em vídeo postado em suas redes sociais.
Nos comentários da postagem do vídeo, Cury ainda pediu ao ser criticado por não manifestar quem apoiará.
"Respeitem meu silêncio! Um estadista não é imediatista!", iniciou.
"Estudem meu projeto que está disponível gratuitamente no livro on-line! Analisem minhas estratégias para você e seus filhos, elas mudam para sempre a gestão no Brasil! Quero mudar a maneira de fazer política em nossa nação, sem personalismo, egocentrismo, partidarismo, onde os projetos de curto, médio e longo prazo para a sociedade sejam mais importantes que um projeto pessoal! Minhas propostas precisam ser aceitas para repaginar o Brasil! Aguardem alguns dias...", complementou.
A posição anunciada depois do primeiro turno não foi uma surpresa. Durante a campanha, Cury já havia afirmado publicamente que não pretendia apoiar nenhum dos dois principais nomes caso a disputa terminasse em um segundo turno entre Lula e Flávio.
Em entrevista ao SBT Brasil, em setembro, o candidato disse que não havia condições de apoiar nenhum dos dois. Na ocasião, afirmou que seus eleitores deveriam ficar livres para escolher seu voto.
Dias depois, em entrevista antes de um debate presidencial, Cury voltou a ser questionado sobre o assunto e foi direto ao afirmar que não apoiaria Lula nem Flávio Bolsonaro.
“Vou deixar muito claro, nós vamos para o segundo turno e eu não vou apoiar nem Lula da Silva, zero. E nem vou apoiar o Flávio Bolsonaro”, disse na ocasião.
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