Eduarda Campopiano explica por que se considera 'inimiga das feministas'
Deputada estadual mais votada em São Paulo falou sobre o tema no 'Show do Bacci'
Eduarda Campopiano, de 23 anos, deputada estadual mais votada de São Paulo, recebeu mais de 1,9 milhão de votos e voltou a falar sobre a declaração de que se considera a “inimiga das feministas”. Em entrevista ao “Show do Bacci”, no YouTube, nesta segunda-feira (5), a jovem política explicou os motivos que, segundo ela, estão por trás dessa posição. O apresentador perguntou: “Qual é o problema das feministas?”.
“Primeiro que é um movimento que defende o aborto, já começa errado aí. Segundo que se tornou um movimento que, se você pegar qualquer feminista hoje e perguntar para ela: ‘O que é uma mulher?’, não sabem dizer”, afirmou.
Na sequência, Eduarda afirmou que, na avaliação dela, os casos mais intensos de misoginia contra mulheres que pensam de forma diferente partem de outras mulheres.
“Os mais intensos. Todos os linchamentos virtuais contra mulheres que pensam diferente partem das próprias feministas, que dizem que a mulher pode ser e fazer o que ela quiser, desde que não discordem delas. São muitos problemas”, opinou.
A votação expressiva colocou a jovem política no centro das atenções e também reacendeu o debate sobre suas posições em temas como feminismo, aborto, armas e outras pautas sociais.
Quem é Eduarda Campopiano?
Maria Eduarda Campopiano Monteiro nasceu em Campinas, em 22 de julho de 2003. Antes de chegar à Alesp, ela ganhou projeção nas redes sociais, onde passou a publicar conteúdos políticos ainda aos 18 anos.
A exposição na internet abriu espaço para participações em programas de debate. Em 2023, Eduarda atuou como comentarista do programa "Linha de Frente", da Jovem Pan.
Sua entrada na política eleitoral aconteceu em 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Pelo PL, recebeu cerca de 3,6 mil votos e passou a exercer seu primeiro mandato eletivo. Segundo a CNN Brasil, ela foi a parlamentar mais jovem eleita para o cargo no município.
Maria Eduarda foi autora de um projeto de lei, de 2025, que prevê a vedação da nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças ou adolescentes.
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