Neoplasia cervical: entenda a condição que afastou Luís Roberto da Copa
Segundo comunicado, o jornalista está em fase final de avaliação para o tratamento e não participará mais das transmissões dos jogos pela TV Globo
O narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, foi diagnosticado com neoplasia localizada na região cervical. A informação foi divulgada em nota pela TV Globo nesta terça-feira (7). De acordo com a assessoria, o jornalista está em fase final de avaliação para seguir com o tratamento e, devido à sua condição, não participará das transmissões da Copa do Mundo.
Roberto também se pronunciou no comunicado, afirmando que "ficar ausente esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa". "Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais (...) Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal", afirmou.
Entenda a condição de Luis Roberto
Segundo o A.C.Camargo Cancer Center, neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células. Isso ocorre quando elas se multiplicam além do esperado ou deixam de morrer no momento certo. No caso da neoplasia cervical, essa condição forma uma massa de tecido na região do pescoço, geralmente na laringe, faringe ou tireoide.
O processo, então, desencadeia um tumor que pode ser benigno ou maligno. Entre as principais causas da doença estão o tabagismo, a infecção por HPV, o histórico familiar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Em muitos casos, não há sintomas iniciais. Por isso, a descoberta tende a ocorrer em exames de rotina.
Entretanto, alguns pacientes apresentam sensação de corpo estranho na área cervical, como uma bolinha. Dor, sangramento e dificuldade para engolir também são sinais de alerta. Outros sintomas incluem cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. "Isso não significa automaticamente neoplasia. Mas, se o sintoma persiste por semanas ou aparece com outros sinais, vale investigar", orienta a instituição.
A investigação da doença consiste em uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. Médicos apontam que, na maioria dos casos, as chances de cura são significativas.
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