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Maria Homem refletiu sobre alienação e a perda do próprio lugar nas relações

Psicanalista questionou como relações marcadas por controle, assédio e violência poderiam afetar a percepção que uma pessoa tinha de si mesma

18 ago 2026 - 21h29
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Em um vídeo publicado nas redes sociais, a psicanalista Maria Homem refletiu sobre o conceito de alienação e a maneira como algumas relações poderiam fazer uma pessoa perder a percepção do próprio lugar. A discussão passou por temas como narcisismo, inveja, assédio, bullying e violência. Ao longo da fala, Maria propôs uma pergunta central: a pessoa estaria no próprio eixo ou teria se deixado alienar pelo outro? Além disso, a psicanalista acredita que compreender essa dinâmica exigiria observar não apenas quem exercia o controle, mas também a forma como cada indivíduo se posicionava dentro de uma relação.

Maria Homem refletiu sobre como algumas relações poderiam afetar a percepção que uma pessoa tinha do próprio lugar
Maria Homem refletiu sobre como algumas relações poderiam afetar a percepção que uma pessoa tinha do próprio lugar
Foto: Reprodução Instagram/ @maria.homem / Bons Fluidos

Quando o outro tirava alguém do próprio lugar

Maria explicou que o termo "alienação" aparecia em diferentes contextos, como relações familiares, ambientes de trabalho e relacionamentos amorosos. Nesse sentido, a dinâmica estaria relacionada a situações nas quais uma pessoa fazia a outra perder seu lugar ou sua autonomia dentro de determinada relação. Além disso, a psicanalista questionou se comportamentos ligados ao narcisismo e à inveja poderiam levar alguém a tentar destruir ou diminuir o outro. Entretanto, a reflexão também considerou quem sofria esse processo e qual seria sua participação nessa dinâmica.

A segurança sobre quem somos

Segundo Maria, uma dificuldade em reconhecer o próprio lugar poderia abrir espaço para relações de dependência, defesa constante ou necessidade de se afirmar diante do outro. A especialista relacionou essa questão ao chamado narcisismo positivo, associado à constituição da identidade e à sensação de segurança sobre quem se era. Quando essa base não estava suficientemente fortalecida, a relação com o outro poderia se tornar mais difícil. Assim, a reflexão propôs um olhar para dentro: antes de compreender apenas o comportamento alheio, também seria necessário perceber como cada pessoa se posicionava diante das próprias relações.

O assédio e a transformação do sujeito em objeto

Na sequência, Maria aproximou o conceito de alienação das situações de assédio. Ela questionou o que acontecia quando uma pessoa deixava de se reconhecer como sujeito diante daquele que a assediava. Além disso, ela citou diferentes formas de violência, incluindo bullying, assédio moral, psicológico, material, físico e sexual. Nessas situações, a vítima poderia ser colocada em uma posição na qual sua vontade, seus limites e sua subjetividade fossem desconsiderados. Por consequência, Maria propôs identificar as "armadilhas" que retiravam alguém do próprio território e o colocavam em uma posição de dessubjetivação — isto é, de perda da condição de se reconhecer como sujeito da própria experiência.

Reconhecer os limites também fazia parte da reflexão

Diante disso, a fala de Maria Homem apresentou uma reflexão sobre a importância de reconhecer o próprio espaço nas relações. Isso, porém, não significaria responsabilizar quem sofria assédio ou violência pelo comportamento de quem agia de forma abusiva. Ao contrário, compreender essas dinâmicas poderia ajudar a identificar situações de controle, manipulação e violência com mais clareza. A questão levantada pela psicanalista estava justamente na possibilidade de perceber quando uma relação começava a retirar alguém de seu próprio lugar. Por fim, a reflexão deixou uma pergunta: até que ponto conseguimos reconhecer nosso lugar de sujeito quando nos relacionamos com o outro?

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