Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Estudo revela quais redes sociais usam 'design viciante' para prender sua atenção

Investigação da União Europeia concluiu que mecanismos presentes nas plataformas favorecem o consumo contínuo de conteúdo e aumentam o risco de dependência digital

15 jul 2026 - 14h40
Compartilhar
Exibir comentários

Passar apenas alguns minutos nas redes sociais pode parecer inofensivo. No entanto, para muitas pessoas, esse tempo rapidamente se transforma em horas diante da tela. Segundo uma investigação conduzida pela União Europeia, isso não acontece por acaso: o próprio design de plataformas como Facebook e Instagram teria sido desenvolvido para estimular o uso contínuo e dificultar que o usuário interrompa a navegação.

Investigação da União Europeia concluiu que mecanismos das redes sociais aumentam o risco de dependência digital
Investigação da União Europeia concluiu que mecanismos das redes sociais aumentam o risco de dependência digital
Foto: Canva Equipes/aliaksandrbarysenka / Bons Fluidos

A conclusão faz parte de uma investigação preliminar da Comissão Europeia, que acusa a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, de descumprir a Lei de Serviços Digitais (DSA) ao utilizar um chamado "design viciante". Segundo o relatório, diversos recursos presentes nas plataformas incentivam comportamentos compulsivos e podem prejudicar a saúde mental dos usuários.

Como as redes sociais prendem a atenção?

Entre os principais mecanismos apontados pelos pesquisadores está a rolagem infinita. Isso porque o recurso permite consumir conteúdo sem que exista um ponto natural de parada. Além disso, os algoritmos que personalizam o feed, os Reels e os Stories fazem com que novos conteúdos sejam exibidos constantemente de acordo com os interesses de cada pessoa.

Na avaliação da Comissão Europeia, portanto, essa combinação estimula o cérebro a entrar em uma espécie de "piloto automático", prolongando o tempo de permanência nos aplicativos. Vale ressalta que, para as plataforma, o comportamento representa maior faturamento, pois quanto mais tempo o usuário permanece conectado, maior é a quantidade de anúncios exibidos

Segundo o relatório, as empresas de tecnologia conhecem os efeitos desses mecanismos humano e utilizam esse conhecimento para manter os usuários engajados por mais tempo.

Grupos de risco

O documento alerta que esse modelo de funcionamento representa riscos para qualquer pessoa, mas preocupa especialmente quando envolve crianças, adolescentes e adultos mais vulneráveis, que tendem a apresentar maior dificuldade para interromper o uso das redes sociais.

Por isso, a Comissão Europeia defende mudanças estruturais nas plataformas, em vez de apenas ferramentas opcionais de controle. Entre as propostas estão:

  • Retirar a rolagem infinita como configuração padrão;
  • Criar pausas obrigatórias realmente eficazes durante o uso;
  • Limitar o consumo ininterrupto de conteúdo.

O que diz a Meta?

A Meta, porém, contestou as conclusões da investigação. Segundo representantes da empresa, o relatório não considera adequadamente recursos de proteção implementados recentemente, como as Contas para Adolescentes, os limites de tempo de tela e as restrições de uso durante o período noturno.

Os reguladores europeus, entretanto, afirmam que essas ferramentas ainda são insuficientes. Para eles, muitas configurações podem ser facilmente desativadas pelos próprios usuários e diversos controles dependem de conhecimentos técnicos que muitos pais e responsáveis não possuem. Caso a empresa não faça as alterações exigidas, poderá receber multas de até 6% do faturamento anual global.

Como reduzir o vício em redes sociais?

Especialistas afirmam que diminuir o tempo de exposição às redes sociais pode trazer benefícios para a concentração, a qualidade do sono, a produtividade e a saúde mental. Pequenas mudanças na rotina já podem fazer diferença e ajudar a criar uma relação mais equilibrada com a tecnologia.

Uma das principais recomendações é estabelecer limites diários para o uso dos aplicativos e desativar notificações que incentivam acessos constantes. Dessa forma, fica mais fácil evitar interrupções frequentes ao longo do dia e reduzir o impulso de abrir as plataformas sem necessidade.

Outro hábito importante é evitar o uso das redes sociais logo ao acordar e antes de dormir, períodos em que o excesso de estímulos pode prejudicar tanto o foco quanto a qualidade do sono. Reservar alguns momentos do dia longe do celular também contribui para diminuir a dependência digital.

Além disso, substituir parte do tempo online por atividades físicas, leitura, hobbies ou encontros presenciais pode fortalecer o bem-estar e reduzir a necessidade de recorrer às redes sociais como forma de entretenimento constante. Caso a dificuldade para controlar o uso seja persistente e comece a afetar a rotina, especialistas recomendam buscar ajuda profissional.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra