Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Descubra seu estilo de apego e como melhorar suas relações

Ansioso, evitativo, desorganizado ou seguro?

30 jun 2026 - 16h38
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A teoria do apego explica como nossas relações na infância influenciam os vínculos adultos. Existem quatro estilos: ansioso, evitativo, desorganizado e seguro, com características únicas que impactam os relacionamentos. O texto traz dicas práticas para identificar seu padrão e desenvolver conexões mais saudáveis e equilibradas. 🌱💬

Entenda como identificar seu padrão de apego e veja dicas práticas para se relacionar de forma mais segura e estável

Talvez você já tenha passado por aquele momento da vida em que deseja muito conhecer alguém, compartilhar intimidade e viver um vínculo profundo. Até que finalmente se apaixona… e o que era fantasia vira real. Ou melhor, imperfeito. Mas como lidar com a realidade das frustrações?

Foto de Anderson Rian na Unsplash
Foto de Anderson Rian na Unsplash
Foto: Revista Malu

Algo se desorganiza quando a paixão surge: deixamos de investir apenas em nós para dividir com o outro. A pessoa se torna objeto de desejo, mas também acende um alerta interno. É aí que o nosso estilo de apego começa a ficar mais evidente.

No início, isso pode aparecer de forma sutil: dúvidas sobre a relação, pensamentos excessivos, vontade de se afastar ou a sensação de estar preso. Em outros momentos, acontece o oposto: você se entrega rápido demais e tenta garantir a presença a qualquer custo.

Mas o que está por trás disso? O que faz tantos de nós sabotar o amor antes mesmo que ele tenha a chance de florescer?

A teoria do apego ajuda a entender como nos vinculamos e reagimos em relacionamentos. Desenvolvida por John Bowlby, ela mostra que os vínculos da infância servem como modelo para a forma como nos relacionamos ao longo da vida.

Segundo a psicóloga e psicanalista Danielle Vieira, pesquisadora dos afetos e das relações contemporâneas, autora do livro Amor moderno: o nosso mundo evitativo (Editora Labrador), existem quatro estilos de apego com características comuns, mas ninguém se encaixa totalmente em apenas um. O apego é um espectro, pode mudar com o tempo e costuma aparecer com mais força em situações de medo, mudança ou conflito.

Com qual deles você mais se identifica hoje?

Ansioso: pessoas com apego ansioso tendem a se ver de forma negativa e idealizar o outro. Têm medo intenso de abandono e, por isso, buscam constante segurança, validação e confirmação de amor. Diante de dúvidas, podem se tornar mais dependentes, exigentes e preocupadas com a relação.

Dica prática: antes de buscar confirmação, faça uma pausa de 10 minutos e se pergunte: "tenho evidências reais ou é o medo falando?". Também pratique comunicar suas necessidades de forma direta.

Evitativo: tendem a se ver de forma positiva e a enxergar os outros com mais desconfiança. Valorizam muito a independência e a autossuficiência emocional, acreditando que não precisam de um relacionamento para se sentir completas. Por isso, evitam depender dos outros ou permitir que dependam delas, raramente buscando apoio ou acolhimento.

Dica prática: compartilhe um sentimento ou pensamento por dia com alguém de confiança; comece com passos pequenos para treinar a própria vulnerabilidade sem se sobrecarregar.

Desorganizado: oscilam entre aproximação e afastamento. Desejam intimidade, mas também sentem medo, o que gera comportamentos confusos, dificuldade em confiar, instabilidade nas relações e receio de se machucar. Podem agir de forma ambivalente, buscando o outro e, logo depois, se fechando para se proteger.

Dica prática: quando sentir vontade de se afastar ou se aproximar impulsivamente, nomeie a emoção ("estou com medo de…"), respire fundo e espere cinco minutos antes de agir.

Seguro: os três estilos de apego anteriores (ansioso, evitativo e desorganizado) são considerados inseguros, pois dificultam a formação e manutenção de vínculos saudáveis. Em contraste, o apego seguro sente-se confortável com a intimidade, confia no outro e permite relações mais equilibradas.

Dica prática: mantenha o equilíbrio checando regularmente: "estou sendo claro sobre o que sinto e preciso?"; pratique validação mútua e combine limites de forma aberta.

A boa notícia é que o apego não é fixo. Novas vivências sempre podem transformar esses padrões. As experiências ao longo da adolescência e vida adulta podem ajudar a modificar e fortalecer os estilos de apego, mesmo que um lado inseguro tenha sido estabelecido na infância. Também vale ressaltar que a maturidade nos torna mais seguros e autoconfiantes, e a forma como vivemos nossos afetos pode migrar de um tipo para o outro.

Não devemos ver esse mapa do apego como algo engessado, mas como um guia para compreender um pouco mais sobre nós mesmos e aprender a estar com outro de uma forma segura e estável.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra