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Neymar e Messi mostram que amizade pode superar a rivalidade nos campos: 'Um grande amigo'

Após elogiar Lionel Messi durante a Copa do Mundo, Neymar reforçou que o carinho entre os dois permanece, mostrando que grandes adversários também podem construir amizades duradouras

26 jun 2026 - 20h10
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Quando Brasil e Argentina se enfrentam, a rivalidade costuma dominar as conversas. Afinal, são duas das maiores potências do futebol mundial, donas de uma história repleta de confrontos memoráveis e disputas que atravessam gerações. Mas, dentro desse cenário de competição, algumas relações mostram que respeito e amizade podem existir mesmo quando as camisas vestidas são diferentes. Foi isso que Neymar Jr. voltou a demonstrar ao falar sobre Lionel Messi durante a Copa do Mundo de 2026.

A amizade entre Neymar e Messi mostra que rivalidade esportiva e afeto podem coexistir; entenda por que o vínculo vai além das quatro linhas
A amizade entre Neymar e Messi mostra que rivalidade esportiva e afeto podem coexistir; entenda por que o vínculo vai além das quatro linhas
Foto: Reprodução: Tim Clayton/Corbis via Getty Images / Bons Fluidos

Após a vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia, o atacante foi questionado sobre o craque argentino, que completou 39 anos durante o torneio, e fez questão de destacar o carinho que sente pelo amigo. Ao recordar o período em que jogaram juntos no Barcelona, Neymar não economizou elogios.

"Messi é uma pessoa muito melhor fora de campo. Ele é bom em campo, certo? Imagine fora dele. Estou muito feliz por tê-lo conhecido, por ter jogado com ele"A declaração chamou atenção justamente porque quebra uma expectativa comum entre torcedores: a ideia de que grandes adversários precisam, necessariamente, ser inimigos.

A rivalidade fica dentro das quatro linhas

A história do esporte está cheia de exemplos de atletas que disputam títulos importantes, mas mantêm relações de respeito fora das competições. No caso de Neymar e Messi, a amizade construída durante os anos em que dividiram o vestiário ultrapassou o fim da parceria no clube espanhol.

Mesmo seguindo caminhos diferentes na carreira, o vínculo permaneceu. "Ele é um grande amigo. Conversamos muito, mesmo hoje em dia, ele sabe que me importo muito com ele", revelou Neymar. O jogador também fez questão de agradecer o carinho que recebe dos torcedores argentinos, mostrando que o respeito pode existir dos dois lados. "Obrigado ao povo da Argentina pelo carinho que sempre me demonstram".

Essas demonstrações ajudam a lembrar que a rivalidade esportiva faz parte do espetáculo, mas não precisa ser levada para a vida pessoal. Competir não significa deixar de admirar, respeitar ou criar laços com quem está do outro lado do campo.

Quando a amizade fala mais alto que a disputa

Na psicologia, existe uma diferença importante entre competição e hostilidade. Competir significa buscar o melhor desempenho possível. Hostilidade, por outro lado, envolve transformar o outro em um inimigo. São coisas diferentes.

Atletas convivem diariamente, treinam juntos em clubes, dividem experiências, passam por lesões, derrotas, conquistas e entendem desafios que poucas pessoas vivem. Essa vivência compartilhada cria conexões que muitas vezes ultrapassam as fronteiras das seleções nacionais.

Por isso, amizades como a de Neymar e Messi não diminuem a importância da rivalidade histórica entre Brasil e Argentina. Pelo contrário: mostram que é possível disputar uma partida com intensidade e, ao mesmo tempo, preservar o respeito e o afeto fora dela.

Um reencontro marcado pela gratidão

Além de falar sobre Messi, Neymar viveu um momento especialmente emocionante. Depois de um longo período afastado da Seleção Brasileira por causa de uma grave lesão no joelho, ele voltou a entrar em campo pela equipe nacional durante a Copa do Mundo.

Ao comentar o retorno, o atacante não escondeu a emoção. "Gratidão a Deus por viver esse momento de novo. Foram longos dias longe da Seleção Brasileira". O camisa 10 explicou que ainda busca recuperar o ritmo ideal, mas valorizou a oportunidade de voltar a vestir a camisa do Brasil em um Mundial.

"Estava muito tempo fora, então é uma sensação diferente. Estou muito feliz de voltar a jogar numa Copa do Mundo, pela Seleção Brasileira, depois de três anos. E [só tenho] a agradecer a todo o povo brasileiro que torceu, que incentivou, que me apoiou de alguma forma".

Ao lado da emoção pelo retorno, as palavras dedicadas a Messi deixaram uma mensagem que vai além do futebol: a de que amizades verdadeiras não precisam desaparecer por causa da competição. Em qualquer área da vida, é possível admirar quem caminha ao nosso lado - mesmo quando, por alguns instantes, esse caminho acontece em lados opostos.

Bons Fluidos
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