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Corrimento não é tudo igual: ginecologista explica como diferenciar

Nem todo corrimento é sinal de problema: saiba diferenciar o normal dos sinais de alerta

24 fev 2026 - 10h33
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Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista, explica como diferenciar secreções naturais de sinais de alerta para a saúde íntima

O corrimento vaginal é uma das queixas mais comuns nos consultórios ginecológicos e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram dúvidas e insegurança. Embora muitas mulheres associem qualquer secreção a infecção, a ginecologia explica que nem todo corrimento é sinal de problema, entender as diferenças é fundamental para cuidar da saúde íntima sem alarmismo.

Divulgação
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Foto: Revista Malu

Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, o corrimento fisiológico faz parte do funcionamento normal do organismo feminino. "A vagina produz secreção naturalmente, principalmente ao longo do ciclo menstrual. Esse corrimento é um mecanismo de proteção e limpeza, e não deve causar desconforto", explica a médica.

Quando o corrimento é considerado normal

O corrimento fisiológico costuma ser transparente ou esbranquiçado, sem cheiro forte, e pode variar de acordo com a fase do ciclo menstrual, uso de anticoncepcionais, ovulação e até situações de estresse.

"É comum observar aumento da secreção no período fértil ou em momentos de alteração hormonal. Desde que não haja dor, coceira ou odor desagradável, isso costuma ser normal", afirma Dra. Ana Paula Fonseca.

Sinais de alerta: quando investigar

Algumas características indicam que o corrimento pode estar associado a infecções ou desequilíbrios da flora vaginal e devem ser investigadas.

"Mudanças na cor, como corrimento amarelado, esverdeado ou acinzentado, além de cheiro forte, coceira, ardor ou dor, são sinais de que algo não está em equilíbrio", alerta a ginecologista.

Corrimentos com aspecto grumoso, semelhantes a leite coalhado, ou acompanhados de sangramento fora do período menstrual também merecem avaliação médica.

Automedicação pode mascarar o problema

Um erro comum é tentar tratar o corrimento por conta própria, utilizando pomadas ou medicamentos sem orientação profissional.

"A automedicação pode aliviar os sintomas temporariamente, mas não trata a causa e pode até piorar o quadro ou dificultar o diagnóstico", explica Dra. Ana Paula Fonseca.

A avaliação ginecológica permite identificar o tipo de infecção, quando existe, e indicar o tratamento adequado.

Quando procurar atendimento ginecológico

Sempre que o corrimento vier acompanhado de desconforto, odor intenso ou mudanças persistentes, a orientação é buscar ajuda médica. "A consulta ginecológica é fundamental para diferenciar o que é normal do que precisa de tratamento. Quanto mais cedo a mulher procura orientação, mais simples e eficaz costuma ser a abordagem", destaca a especialista.

"Conhecer o próprio corpo e observar mudanças é uma forma de cuidado e prevenção", finaliza Dra. Ana Paula Fonseca.

Revista Malu Revista Malu
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