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O cansaço do algoritmo: por que os jovens não querem mais ser influenciadores e agora buscam o anonimato

Uma pesquisa exclusiva revelou que a grande obsessão dos jovens com menos de 30 anos não é a fama de Taylor Swift ou MrBeast, mas o sucesso silencioso e longe das redes

4 jun 2026 - 07h21
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A Geração Z ganhou a reputação de ser ávida por fama e completamente obcecada por imagem, afinal, foi o pirmeiro público a atingir a maioridade inteiramente na era das redes sociais. No entanto, uma pesquisa exclusiva realizada pela Yahoo está lançando uma luz bem diferente sobre as verdadeiras aspirações dos jovens adultos com menos de 30 anos. O desejo por sucesso e estabilidade financeira continua forte, mas a busca pela fama perdeu o seu brilho.

Uma reviravolta no mercado: pesquisa revela que a Geração Z cansou das redes sociais e quer distância da fama. Descubra qual celebridade virou o maior modelo deles
Uma reviravolta no mercado: pesquisa revela que a Geração Z cansou das redes sociais e quer distância da fama. Descubra qual celebridade virou o maior modelo deles
Foto: PeopleImages/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Quando os entrevistados foram questionados sobre qual celebridade ou figura pública gostariam de usar como modelo para suas vidas, 13% escolheram a atriz Zendaya. Nenhuma outra celebridade de peso — incluindo o bilionário Elon Musk, a estrela pop, Taylor Swift ou o astro do basquete, LeBron James — conseguiu atingir os dois dígitos na preferência. Por outro lado, a grande maioria (36%) foi categórica ao afirmar que não se inspiraria em nenhuma das figuras públicas listadas, deixando de lado nomes como MrBeast, Greta Thunberg e Alexandria Ocasio-Cortez.

O desejo invisível pelo sucesso anônimo

Essa mudança de comportamento fica ainda mais evidente quando os jovens avaliam modelos a seguir que não pertencem ao mundo dos famosos. Os jovens adultos demonstraram uma forte inclinação por trajetórias profissionais impressionantes, porém menos visíveis aos olhos do público.

Dezoito por cento dos entrevistados revelaram que gostariam de ser empreendedores de tecnologia bem-sucedidos, desde que não fossem nomes conhecidos do grande público. Em seguida, 17% escolheram a carreira de um intelectual ou professor respeitado, enquanto 14% mencionaram o desejo de serem médicos.

O dado mais impressionante da pesquisa aponta que apenas 5% dos entrevistados disseram que gostariam de ser criadores de conteúdo ou influenciadores digitais. Trata-se de uma mudança significativa e rápida de mentalidade, visto que uma pesquisa da Morning Consult de 2023 revelou que mais da metade da Geração Z queria viver da internet.

O cansaço da Geração Z de estar sempre "ligado"

Rachel Janfaza, fundadora da The Up and Up, uma empresa de pesquisa estratégica focada na Geração Z, explicou ao Yahoo que essa mudança não é uma surpresa. Apesar do estereótipo de que os jovens buscam constantemente a aprovação do algoritmo, os adultos com menos de 30 anos estão, na realidade, exaustos da pressão para ter um bom desempenho e documentar cada detalhe da vida online.

De acordo com a especialista: "De vídeos do tipo 'um dia na minha vida' à glamourização da cultura empreendedora retratada online, eles estão se afastando de modelos e carreiras que, na opinião deles, exigem estar sempre 'ligados'".

Janfaza complementa analisando o comportamento dessa faixa etária: "Em vez disso, estão se voltando para o lado mais autêntico e genuíno, muitas vezes offline — daí o renascimento do analógico. Isso não significa que não estejam interessados em sucesso. Simplesmente não querem exibi-lo para o público o tempo todo".

Os números confirmam essa tendência: impressionantes 79% da Geração Z disseram preferir uma vida totalmente privada, contra apenas 9% que afirmaram que ainda gostariam de ser famosos.

O "Efeito Zendaya" e a realidade financeira

Nesse cenário, por que Zendaya se tornou o grande ícone? O objetivo dos jovens não é necessariamente se tornarem artistas completos como ela, mas sim se inspirarem na maneira como a atriz se mantém com os pés no chão. A recusa da estrela em se expor desnecessariamente sob os holofotes quando está fora das telas transmite uma elegância que fascina a nova geração.

Contudo, além do cansaço mental, a realidade financeira também pesou na balança. Quase metade dos criadores que monetizaram conteúdo na internet ganhou menos de US$ 15 mil anuais. Percebendo que viver de curtidas é um caminho incerto e psicologicamente desgastante, os jovens preferiram recalcular a rota.

Em suma, as ambições da Geração Z estão migrando para profissões que combinam respeito, estabilidade e um certo grau de anonimato. De acordo com Mark Beal, professor assistente de comunicação da Universidade Rutgers e autor de livros sobre o tema: "A Geração Z prioriza o trabalho com propósito ao longo de suas carreiras, de uma forma que contribua positivamente para a sociedade e as comunidades".

Você concorda que a vida longe dos holofotes e das redes sociais se tornou o verdadeiro luxo da atualidade?

Bons Fluidos
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