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Células-tronco de gordura impulsionam rejuvenescimento natural

Procedimento aposta na própria biologia para rejuvenescimento e reparação da pele

5 jun 2026 - 15h58
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Técnica utiliza a gordura do próprio paciente para estimular colágeno, melhorar a qualidade da pele e auxiliar na regeneração dos tecidos

A busca por procedimentos menos invasivos e com resultados mais naturais tem impulsionado o avanço da dermatologia regenerativa, área que aposta na capacidade do próprio organismo de reparar e revitalizar a pele. Entre as técnicas que vêm chamando atenção nos consultórios está o uso de células-tronco derivadas da gordura, também conhecidas como células-tronco adiposas, consideradas promissoras no estímulo à produção de colágeno, renovação celular e regeneração tecidual.

Freepik
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Foto: Revista Malu

O procedimento utiliza pequenas quantidades de gordura do próprio paciente, geralmente retiradas de regiões como culote ou flancos. Após um processo específico de preparo, especialistas utilizam as células com potencial regenerativo em tratamentos voltados para rejuvenescimento facial, melhora da textura da pele, flacidez, pequenas volumizações, correção das olheiras e cicatrizes.

Movimento natural

O interesse pela técnica acompanha uma tendência crescente da estética: substituir abordagens que apenas "preenchem" a pele por tratamentos que estimulem processos biológicos naturais. Nos últimos anos, procedimentos ligados à medicina regenerativa passaram a ganhar espaço justamente por prometerem resultados progressivos, sem grandes mudanças na expressão facial.

A dermatologista Natasha Crepaldi explica que o diferencial das células-tronco adiposas está na alta capacidade regenerativa do tecido gorduroso. "A gordura é uma fonte rica em células com potencial de regeneração e fatores de crescimento importantes para a pele. Essas substâncias ajudam a estimular colágeno, melhorar elasticidade, textura e favorecer uma recuperação mais eficiente dos tecidos", afirma.

Segundo a especialista, uma das principais vantagens da técnica é o uso do próprio material biológico do paciente, reduzindo riscos de rejeição, inchaços e incompatibilidade. "Quando utilizamos estruturas do próprio organismo, existe uma tendência maior de integração e segurança. Por isso, a medicina regenerativa vem despertando tanto interesse dentro da dermatologia", destaca.

Outros efeitos

Além do rejuvenescimento facial, estudos vêm avaliando a aplicação das células-tronco adiposas em cicatrizes de acne, marcas cirúrgicas e até na recuperação da pele após lasers ablativos e procedimentos que provocam maior inflamação cutânea. Pesquisas também investigam o potencial anti-inflamatório dessas células e sua capacidade de auxiliar na reparação dos tecidos danificados pelo envelhecimento natural.

Apesar do crescimento da técnica, Natasha ressalta que o tratamento exige indicação individualizada e acompanhamento médico rigoroso. "Nem todos os pacientes terão indicação para esse tipo de procedimento. É necessário avaliar qualidade da pele, histórico clínico, estilo de vida e expectativas. A medicina regenerativa não deve ser vista como solução milagrosa, mas como uma ferramenta complementar dentro de um planejamento seguro e personalizado", explica.

A especialista ainda alerta que o aumento da popularidade dos procedimentos regenerativos exige atenção redobrada dos pacientes na escolha do profissional. "Como existe muita divulgação nas redes sociais, é importante procurar médicos capacitados e entender que segurança sempre deve vir antes de qualquer tendência estética", finaliza Natasha.

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