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Carnaval pode agravar dores na coluna: quase 446 mil brasileiros foram afastados em 2025

Horas em pé nos bloquinhos, fantasias pesadas e impacto repetitivo podem intensificar crises; dados recém-divulgados pelo Ministério da Previdência Social revelam 445.840 afastamentos por problemas na coluna

12 fev 2026 - 15h53
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Blocos de rua lotados, caminhadas prolongadas atrás de trios elétricos, fantasias estruturadas com adereços volumosos e horas de dança em piso irregular. Tudo isso faz parte da rotina do Carnaval. Mas essa maratona de esforço pode representar uma sobrecarga significativa para a coluna vertebral. 

Carnaval pode sobrecarregar a coluna; especialistas alertam para o aumento do risco de crises de dor lombar e hérnia de disco
Carnaval pode sobrecarregar a coluna; especialistas alertam para o aumento do risco de crises de dor lombar e hérnia de disco
Foto: Reprodução: Canva/Prostock-Studio / Bons Fluidos

Para quem já convive com dor lombar ou hérnia de disco, o período pode funcionar como gatilho para crises agudas. A combinação entre impacto repetitivo ao pular, permanência prolongada em pé, peso adicional mal distribuído e noites mal dormidas aumenta o estresse sobre a musculatura e os discos intervertebrais.

Alerta de saúde

O alerta ganha ainda mais relevância diante de dados recém-divulgados pelo Governo Federal: 445.840 afastamentos por problemas diretamente ligados à coluna foram registrados no Brasil em 2025, segundo informações do Ministério da Previdência Social. 

De acordo com o levantamento oficial: 237.113 afastamentos ocorreram por dorsalgia (dor nas costas); e 208.727 afastamentos foram por transtornos de discos intervertebrais, condição que inclui hérnia de disco. Somadas, as duas categorias colocam as patologias da coluna entre as principais causas de licença médica no país. 

Principais causas

Além da sobrecarga física, fatores comuns no Carnaval, como desidratação, consumo de álcool e privação de sono, reduzem a capacidade de recuperação muscular e podem potencializar processos inflamatórios já existentes.

Segundo o fisioterapeuta e osteopata Prof. Laudelino Risso: "o Carnaval reúne vários fatores de risco para a coluna: permanência prolongada em pé, impacto repetitivo ao dançar e peso adicional das fantasias. Quando o esforço é intenso e concentrado em poucos dias, o risco de crise aumenta". 

O fisioterapeuta e osteopata Prof. André Pêgas: "mochilas térmicas, bolsas pesadas e outros acessórios nos ombros geram compensações musculares. Essa assimetria pode desencadear dor aguda ou agravar quadros de hérnia de disco". 

Especialistas recomendam atenção a sinais como dor persistente após os dias de festa, dor irradiada para as pernas, formigamento ou limitação de movimentos,  sintomas que podem indicar agravamento de problemas na coluna. 

Como cuidar da coluna?

Para evitar que a folia termine em dor nas costas, especialistas recomendam alguns cuidados essenciais durante o Carnaval:

  • Atenção ao se fantasiar: na hora de escolher o look, o conforto deve vir primeiro. Saltos altos, armações pesadas e adereços volumosos podem alterar a postura e gerar sobrecarga. Usar tênis confortáveis ajuda a diminuir o impacto;
  • Evite carregar muito peso: mochilas térmicas, bolsas grandes e acessórios pesados podem piorar o estresse sobre a coluna. O ideal é levar apenas o necessário e distribuir bem o peso, usando mochilas leves nos dois ombros;
  • Cuide da postura durante os blocos: caminhar e ficar muitas horas em pé exige atenção ao alinhamento corporal. Manter a coluna ereta, os ombros relaxados e evitar se curvar para frente por longos períodos ajuda a reduzir a sobrecarga lombar;
  • Hidratação também protege a musculatura: a falta de água não causa apenas cansaço. Ela favorece fadiga muscular e pode aumentar o risco de dores e lesões. Beber água regularmente e fazer pequenas pausas entre um bloco e outro é essencial;
  • Inclua alongamentos na rotina: movimentos simples para pescoço, ombros, costas e pernas antes de sair e após a festa ajudam a manter a musculatura relaxada e facilitam a recuperação depois de dias intensos.

Sobre os especialistas

André Pêgas é fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco - RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva - IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). 

Laudelino Risso é fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston - EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford - Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia que soma 270 clínicas de reabilitação de coluna vertebral e hérnia de disco no país. 

*Fonte: Uapê Comunicação

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