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Como oferecer verduras cruas para a criança? Veja que cuidados tomar!

Ainda que as folhas verdinhas cozidas possam aparecer a partir do sexto mês, suas versões cruas são indicadas só depois do nascimento dos dentes do pequeno.

21 jul 2021 16h01
| atualizado às 17h01
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Acompanhar as reações do pequeno durante a introdução alimentar e a forma com que ele vai desenvolvendo seus gostos e preferências é um processo encantador. E como pais, não vemos a hora de acrescentar as mais diversas texturas, sabores e cores ao prato do filho, né?

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Foto: Victoria Daud/Bebê.com.br / Bebe.com

Falando em refeições coloridas, não podemos deixar de citar as folhas verdinhas. Aprendemos desde cedo que elas são importantes para uma alimentação saudável, mas pouco se fala sobre a partir de que idade a criança deve ter contato com elas e quais são os principais cuidados com o seu preparo.

Quando oferecer verduras para a criança?

A resposta, à princípio, é que as verduras podem ser oferecidas desde os seis meses, quando começa a introdução dos alimentos sólidos. Contudo, nesta apresentação inicial, o recomendado é que o ingrediente não esteja cru.

"Enquanto a criança não tem dentes, as folhas devem ser cozidas ou refogadas, murchas ou picadas, para facilitar a mastigação do alimento, já que apenas a gengiva não consegue triturá-lo", explica a nutricionista infantil Camila Garcia.

Por conta dessa variável, Marina Ossicke, especialista em nutrição clínica em pediatria, costuma indicar que as famílias esperem o aparecimento dos dentinhos do filho - cuja idade varia de acordo com o seu desenvolvimento - ou entre o décimo e 11º mês de vida do pequeno, quando a musculatura da face e a mandíbula já estão mais fortes para conseguirem triturar a comida.

Cuidados com o preparo

Pelo perigo de contaminação, é importante que as folhas sejam bem higienizadas antes do consumo. "A higienização correta inclui, além de lavar as folhas em água corrente, retirar sujeiras e partes estragadas. Podemos também deixar as verduras em solução com o hipoclorito de sódio, que serve para reduzir as chances de contaminação por vírus, parasitas e bactérias, que causam doenças como diarreia e hepatite", detalhe Camila.

A nutricionista ainda reforça que as folhas sejam lavadas individualmente, removendo as impurezas da superfície e, se possível, as famílias priorizem ingredientes orgânicos, livres de agrotóxicos.

Se a dúvida for qual verdura escolher - dentre as tantas opções disponíveis na feira ou no mercado - a dica de Marina é sempre apostar em variedade. "A s folhas verde escuras têm uma quantidade maior de ferro, cálcio e outros minerais, mas no cozimento acabamos perdendo um pouco deles, então é bom diversificar. Já o alface traz a crocância, além de ser rico em fibras e água, importante para o crescimento e desenvolvimento em geral", detalha a nutricionista.

Pode temperar?

Caso o pequeno não se apeteça com o sabor das folhas cruas, a recomendação das especialistas é utilizar temperos naturais - lembrando que o sal só deve ser incluído no cardápio infantil a partir do primeiro ano de vida do bebê e em pequenas quantidades.

"Os molhos também indico evitar, porque sempre têm algum condimento ou conservante na composição", pontua Marina. Portanto, o adulto que for cozinhar pode usar um pouquinho de azeite e limão, por exemplo, e temperos frescos ou desidratados, como hortelã e orégano.

Tem perigo de engasgo?

Por conta da crocância e consistência das verduras, é natural que os pais se preocupem com a possibilidade do filho engasgar enquanto come. Mas Camila tranquiliza-os, dizendo que o perigo maior é com líquidos ou alimentos pequenos e duros - o que, claro, não exclui a supervisão dos adultos durante as refeições.

"A introdução alimentar iniciada no momento certo, isto é, quando a criança tem seis meses e todos os sinais de prontidão, não oferece risco de engasgo. Esses indícios garantem que o bebê está pronto para receber os alimentos sólidos e fazer a deglutição", reforça a nutricionista infantil. 

Antes ou junto com o prato principal?

Entre os mais velhos, existe o hábito de adotar a seguinte ordem: primeiro a salada, depois o prato principal. Já com os pequenos, pode-se até oferecer as verduras junto com as proteínas, por exemplo, desde que os alimentos não sejam misturados.

"Até um ano, o ideal é oferecer os alimentos separados para que o bebê conheça todos eles, identifique os seus sabores e texturas", indica Camila.

A espera até o primeiro aniversário também vale para os preparos e receitas que juntam as verdinhas com outros grupos alimentares (como verduras no macarrão, em cremes e até no arroz). Neste sentido, Marina lembra que o intuito deve ser sempre de ampliar o repertório da criança, e nunca esconder ou camuflar as folhas.

Bebe.com
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