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Como a música pode amenizar problemas de saúde? Veja o que diz a ciência

Pesquisas comprovam que ouvir música reduz dor e ansiedade, melhora o humor, ajuda na reabilitação e pode até favorecer a memória em casos de demência

18 set 2025 - 12h07
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Você costuma ouvir sua banda preferida quando está estressado? Ou apostar em uma playlist relaxante para acalmar os pensamentos? A ciência confirma aquilo que o corpo já sente: a música é capaz de aliviar dores, reduzir a ansiedade, melhorar o humor e até contribuir para a recuperação de certas condições. De consultórios médicos a salas de cirurgia, pesquisas recentes têm mostrado que o som pode ser um recurso terapêutico poderoso para promover equilíbrio físico e emocional.

Estudos revelam que a música traz benefícios para a saúde: reduz estresse, melhora o humor, auxilia na dor crônica e fortalece a memória
Estudos revelam que a música traz benefícios para a saúde: reduz estresse, melhora o humor, auxilia na dor crônica e fortalece a memória
Foto: Reprodução: Canva/Prostock-Studio / Bons Fluidos

O que acontece no corpo quando ouvimos música

Os efeitos da música não se limitam ao campo emocional. Há mecanismos neurológicos e fisiológicos bem documentados que explicam seus impactos. Quando ouvimos uma melodia agradável, áreas cerebrais ligadas ao prazer e à recompensa são ativadas, liberando dopamina, serotonina e endorfinas, substâncias que aumentam o bem-estar e reduzem a percepção de dor. 

O som também ajuda a controlar o estresse ao diminuir os níveis de cortisol, regulando a pressão arterial e a frequência cardíaca. Outro ponto importante é sua capacidade de atuar como distração ativa, desviando a atenção dos sinais de dor processados pelo sistema nervoso. Além disso, ritmos marcados podem estimular a coordenação motora, beneficiando pessoas em reabilitação após um AVC ou pacientes com Parkinson. 

O canto em grupo fortalece vínculos sociais, melhora a autoestima e desperta memórias afetivas em quadros de demência. Tudo isso acontece porque melodia, ritmo e timbre ativam diferentes áreas do cérebro ao mesmo tempo, potencializando os efeitos terapêuticos.

O que dizem os estudos mais recentes

Nos últimos anos, diversos estudos confirmaram esses benefícios. Uma meta-análise publicada no JAMA Network Open em 2022 mostrou que tanto escutar músicas quanto cantar trazem melhorias relevantes na qualidade de vida. Entre 2023 e 2025, novas revisões reforçaram que a música pode reduzir a ansiedade antes e depois de cirurgias, aliviar dores no pós-operatório e até diminuir a necessidade de opioides em alguns casos. Um detalhe interessante é que músicas escolhidas pelo próprio paciente costumam ter efeito mais forte do que playlists genéricas.

Na área da reabilitação neurológica, um estudo publicado em 2025 no Parkinson's Disease revelou que pacientes que caminharam com músicas adaptadas ao seu ritmo aumentaram a intensidade e o tempo de caminhada, além de apresentarem maior estabilidade. Já uma revisão conduzida pela Cochrane no mesmo ano concluiu que sessões musicais estruturadas provavelmente reduzem sintomas depressivos e melhoram o comportamento de pessoas com demência, embora os efeitos desapareçam após a interrupção da prática.

Em unidades de terapia intensiva, um ensaio multicêntrico realizado em 2023 observou que, mesmo sem reduzir de forma significativa os níveis de ansiedade, pacientes que ouviram música precisaram de menos opioides no primeiro dia de internação.

Como incluir a música no dia a dia

O melhor de tudo é que é possível aplicar a música como ferramenta de cuidado de maneira simples e acessível. Antes de consultas ou exames, ouvir canções favoritas por vinte a trinta minutos ajuda a reduzir a tensão muscular e a ansiedade. Durante exercícios físicos, playlists ajustadas ao ritmo da atividade aumentam a motivação e melhoram o desempenho. Para quem convive com dor crônica, sessões diárias de escuta focada contribuem para relaxar e desviar a atenção da dor. 

Na hora de dormir, músicas lentas e suaves, especialmente instrumentais ou com sons da natureza, preparam o corpo para um descanso profundo. Em idosos ou pessoas com demência, tocar melodias marcantes pode resgatar memórias afetivas e trazer conforto emocional. Até no trabalho ou estudo, a música tem seu espaço: faixas calmas e sem letra ajudam na concentração. E em momentos de estresse, uma "playlist de emergência" com músicas relaxantes pode servir como uma pausa restauradora.

Mais do que um entretenimento, a música se mostra um recurso de autocuidado. Escolher canções que realmente fazem sentido, manter o volume agradável e transformar a escuta em um ritual pode trazer benefícios duradouros. Afinal, ouvir música é nutrir corpo, mente e emoções ao mesmo tempo.

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