Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Como a menopausa afeta a memória e a concentração

Oscilações hormonais, alterações no sono e mudanças de humor podem contribuir para a "névoa mental" durante a transição para a menopausa

3 nov 2026 - 13h21
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Durante a menopausa, oscilações hormonais, somadas a alterações no sono e no humor, podem causar falhas de memória e concentração conhecidas como névoa mental. Embora essas dificuldades sejam comuns e nem sempre indiquem doenças neurológicas, sintomas persistentes que afetam a rotina ou surgem subitamente exigem avaliação médica. O controle envolve hábitos saudáveis, e a reposição hormonal não deve ser iniciada unicamente para tratar a cognição sem a devida orientação profissional.

Entender o que esperar durante a menopausa ajuda a identificar quando o esquecimento merece investigação

Esquecer por que entrou em um cômodo, perder uma palavra durante uma conversa ou ter dificuldade para manter a concentração em uma reunião são situações que podem se tornar mais frequentes para algumas mulheres durante a transição para a menopausa. Embora esses episódios possam causar preocupação, nem sempre

Foto: Freepik / Revista Malu

indicam uma doença neurológica. Também não se deve atribuí-los automaticamente às alterações hormonais.

A menopausa envolve mudanças fisiológicas que podem repercutir no funcionamento cerebral. O estrogênio, hormônio cujos níveis oscilam durante a perimenopausa e diminuem após a menopausa, participa de processos relacionados à função cerebral. Nesse período, algumas mulheres relatam dificuldades de memória, atenção e concentração, frequentemente descritas como "névoa mental".

Menopausa não explica tudo

Essas queixas, porém, não dependem apenas dos hormônios. A qualidade do sono, as alterações de humor e outros fatores de saúde também podem influenciar o desempenho cognitivo. Por isso, compreender o contexto em que os sintomas aparecem é fundamental para evitar interpretações simplistas.

Para Orlando Maia, neurocirurgião, neurocirurgião endovascular e neurorradiologista intervencionista, deve-se diferenciar mudanças cognitivas percebidas durante a transição hormonal de sintomas persistentes, progressivos ou que interferem nas atividades cotidianas. "Nem todo esquecimento significa uma doença neurológica, mas também não é adequado atribuir toda dificuldade de memória à menopausa. A frequência dos episódios, a evolução dos sintomas e o impacto na rotina precisam ser considerados", é a orientação central para uma avaliação responsável.

Quando o esquecimento merece atenção?

Dificuldades leves de memória e concentração podem ocorrer durante a transição para a menopausa. Ainda assim, quando os sintomas persistem, pioram com o tempo ou começam a comprometer o trabalho, a organização pessoal e outras atividades habituais, é importante buscar avaliação profissional.

Também é necessário distinguir queixas que se desenvolvem gradualmente de alterações súbitas. Confusão aguda, dificuldade repentina para falar ou compreender, fraqueza de início súbito ou alterações visuais repentinas exigem atendimento de emergência.

"A adoção de hábitos saudáveis, com atenção ao sono, à atividade física e à alimentação, pode contribuir para o bem-estar geral. Isso não substitui a investigação quando as alterações cognitivas são relevantes. Da mesma forma, a terapia hormonal não deve ser iniciada exclusivamente com a finalidade de melhorar a memória, sem avaliação individual dos benefícios, riscos e indicações", alerta o médico.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra