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Combinar diferentes atividades físicas contribui para a longevidade, diz estudo

Estudo com mais de 30 anos de acompanhamento mostra que combinar diferentes modalidades de exercício reduz o risco de morte e favorece a longevidade

21 jan 2026 - 22h10
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Manter-se ativo sempre foi uma recomendação básica para a saúde. Mas, de acordo com um estudo recente publicado na revista BMJ Medicine, não é apenas a quantidade de exercício que importa. A diversidade de atividades físicas pode fazer toda a diferença na longevidade.

Variar os tipos de exercício pode ajudar a viver mais; estudo mostra que combinar atividades físicas reduz o risco de morte
Variar os tipos de exercício pode ajudar a viver mais; estudo mostra que combinar atividades físicas reduz o risco de morte
Foto: Reprodução: Canva/Igor Alecsander / Bons Fluidos

A pesquisa sugere que pessoas que combinam diferentes tipos de atividade física ao longo da vida tendem a apresentar menor risco de morte por diversas causas, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios.

O que os pesquisadores analisaram

Para chegar a essas conclusões, os cientistas analisaram dados de dois dos maiores estudos de acompanhamento em saúde já realizados: o Nurses' Health Study, com mais de 120 mil mulheres, e o Health Professionals Follow-Up Study, que acompanhou mais de 50 mil homens. Ao longo de mais de três décadas, os participantes responderam regularmente a questionários detalhados sobre saúde, hábitos de vida e prática de exercícios.

As atividades avaliadas iam muito além da academia. Caminhadas, corrida, ciclismo, natação, musculação, esportes como tênis e squash, exercícios funcionais, atividades domésticas mais intensas, jardinagem e até o hábito de subir escadas entraram na conta.

Movimento como estilo de vida

Durante o período de acompanhamento, quase 39 mil participantes morreram, permitindo aos pesquisadores cruzar os dados de atividade física com as causas de morte. O resultado foi claro: quanto maior o nível de atividade e quanto mais variada a rotina de exercícios, menor o risco de mortalidade.

Caminhar apareceu como uma das práticas mais consistentes, associada a uma redução significativa no risco de morte. Subir escadas, por exemplo, também mostrou impacto positivo. Outras modalidades, como esportes com raquete, musculação, corrida e exercícios funcionais, reforçaram a ideia de que o corpo se beneficia quando é estimulado de diferentes formas.

Além disso, pessoas mais ativas costumavam apresentar menos fatores de risco à saúde, como tabagismo, hipertensão e colesterol elevado, além de manterem melhor peso corporal, alimentação mais equilibrada e maior integração social.

Por que variar faz tanta diferença?

Cada tipo de exercício conversa com o corpo de um jeito diferente. A musculação fortalece os músculos, protege os ossos e ajuda na manutenção da massa magra ao longo dos anos. Já os exercícios aeróbicos cuidam do coração, da respiração e da resistência física. Modalidades voltadas à mobilidade e ao alongamento contribuem para prevenir lesões, melhorar a postura e ampliar a consciência corporal.

Quando esses estímulos se combinam, o organismo responde de forma mais completa e equilibrada. O resultado não é apenas físico: a variedade também ajuda a manter a motivação e reduz a chance de abandono da rotina de treinos.

O impacto vai além do corpo

Outro ponto observado pelos pesquisadores é que pessoas que praticam diferentes atividades ao longo da vida tendem a se movimentar mais no dia a dia como um todo. Isso cria um efeito acumulativo: menos tempo sedentário, mais gasto energético e maior proteção contra doenças crônicas.

Após os ajustes estatísticos, a prática de uma gama mais ampla de exercícios esteve associada a uma redução significativa no risco de morte por todas as causas, reforçando a ideia de que o corpo se beneficia quando é desafiado de maneiras diversas.

Limitações e o que a ciência já pode afirmar

Como todo estudo observacional, a pesquisa não permite afirmar causa e efeito de forma absoluta. Além disso, os dados foram autorrelatados e a maioria dos participantes era branca, o que pode limitar a aplicação universal dos resultados. Ainda assim, os autores são claros ao afirmar que os achados fortalecem uma mensagem importante: "De modo geral, esses dados corroboram a ideia de que o envolvimento a longo prazo em múltiplos tipos de atividade física pode ajudar a prolongar a expectativa de vida".

Um convite ao movimento possível

Mais do que buscar performance ou seguir tendências, a ciência reforça algo simples: movimentar-se de formas diferentes, respeitando o próprio corpo, pode ser uma estratégia poderosa para viver melhor e por mais tempo. Caminhar, fortalecer, alongar, correr, dançar ou simplesmente variar o jeito de se mexer ao longo da semana não é excesso - é cuidado integral. E, como mostram os dados, esse cuidado se acumula silenciosamente, ano após ano, em forma de saúde, autonomia e qualidade de vida.

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