Colesterol alto não dá sinais: médica explica como identificar e hábitos para proteger o coração
O Dia Nacional de Combate ao Colesterol reforça a importância do diagnóstico precoce e de uma rotina mais saudável para prevenir a condição
Sentir-se bem, ter disposição e manter uma rotina ativa nem sempre significa que o corpo está livre de riscos. Quando o assunto é saúde do coração, existe um fator que costuma avançar de forma silenciosa: o colesterol alto.
Durante o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, especialistas reforçam a importância de acompanhar as taxas no sangue, já que muitas pessoas só descobrem alterações após a realização de exames de rotina. Segundo dados destacados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 40% dos adultos brasileiros apresentam algum tipo de alteração no colesterol, como aumento do LDL, conhecido popularmente como "colesterol ruim", ou redução do HDL, o "colesterol bom".
A médica nutróloga Sandra Fernandes, da Kora Saúde, explica que justamente a ausência de sintomas torna o acompanhamento ainda mais necessário. Diferentemente de outros problemas de saúde que provocam sinais perceptíveis, o colesterol elevado pode permanecer durante anos sem causar dor ou desconforto.
"As canetas emagrecedoras e novas terapias para perda de peso são aliadas valiosas, mas elas não substituem a investigação do perfil lipídico. É muito comum atender pessoas que se sentem ótimas e perderam peso, mas que ainda possuem um componente genético ou hábitos alimentares velados que mantêm o colesterol ruim elevado. Cuidar do coração é um processo contínuo", esclarece a especialista.
Como identificar o colesterol alto?
Por se tratar de uma condição silenciosa, a principal maneira de saber como estão os níveis de colesterol é por meio de exames de sangue que avaliam o perfil lipídico. A análise considera principalmente as taxas de LDL e HDL, além de outros marcadores que ajudam o médico a entender o risco cardiovascular de cada pessoa.
Embora existam valores de referência gerais, a avaliação precisa considerar características individuais. Histórico familiar de doenças cardíacas, diabetes, excesso de peso e outras condições podem mudar a recomendação para cada paciente.
Por isso, manter consultas e exames preventivos em dia é uma forma de acompanhar possíveis alterações antes que elas causem consequências mais graves, como problemas nas artérias, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Alimentação também influencia
Além da genética, os hábitos diários têm papel importante no controle do colesterol. A escolha dos alimentos pode favorecer ou prejudicar o equilíbrio das gorduras presentes no sangue. O consumo frequente de alimentos ricos em gorduras saturadas, como carnes gordurosas, manteiga e banha, tende a contribuir para o aumento do LDL.
Da mesma forma, alguns produtos vistos como alternativas mais saudáveis, como o óleo de coco e o óleo de palma, também precisam de moderação, já que apresentam altas concentrações desse tipo de gordura.
Por outro lado, incluir fibras, vegetais e fontes de gorduras boas pode ajudar no cuidado cardiovascular. Alimentos como aveia, legumes, verduras, azeite de oliva e peixes fazem parte de uma rotina alimentar associada a melhores resultados para a saúde do coração.
"A reeducação alimentar é uma aliada leve e poderosa. Incluir na rotina diária fibras vindas da aveia, legumes e vegetais, junto com gorduras boas como o azeite de oliva e peixes, já faz uma enorme diferença no perfil sanguíneo", afirma Sandra Fernandes.
Hábitos simples ajudam a proteger o coração
O cuidado com o colesterol não depende de uma única mudança, mas da construção de uma rotina mais equilibrada. Segundo a médica, algumas atitudes podem fazer diferença no acompanhamento da saúde cardiovascular:
- Realizar exames de sangue regularmente para acompanhar as taxas de colesterol;
- Priorizar uma alimentação com mais alimentos naturais e reduzir ultraprocessados;
- Praticar atividades físicas com frequência para fortalecer o coração e favorecer o equilíbrio do colesterol.
Além disso, o auxílio profissional é essencial para entender quando apenas mudanças no estilo de vida são suficientes e quando outros tratamentos podem ser necessários.
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