Cientistas anunciam descoberta de tratamento inovador contra o câncer em gatos
De acordo com o estudo, o medicamento ainda poderá tratar humanos diagnosticados com carcinoma espinocelular no futuro
Pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade de Pittsburgh se uniram para desenvolver uma nova terapia contra o carcinoma espinocelular, o câncer bucal mais comum em gatos. O método inovador, de acordo com os especialistas, também poderá tratar humanos no futuro.
Entenda o tratamento
No estudo publicado na revista 'Cancer Cell', os cientistas explicam que, tanto no caso das pessoas quanto no dos felinos, esse tipo de enfermidade é considerada difícil de cuidar. Isso porque estima-se que cerca de 50% os pacientes apresentarão recorrência da doença, que demanda estratégias integradas de intervenção.
O novo medicamento, no entanto, pode facilitar esse processo e prolongar a vida dos gatos com o diagnóstico. Durante os experimentos, mais de um terço dos pets que receberam o tratamento (35%) tiveram a condição controlada com efeitos colaterais mínimos, como anemia leve.
Dessa forma, os felinos registraram uma sobrevida média pós-procedimento de 161 dias. Segundo os estudiosos, o que justifica esses resultados é o fato de o fármaco bloquear a ação do STAT3, componente que está associado ao surgimento de diferentes tumores. Além disso, o medicamento estimulou a produção de PD-1, uma proteína responsável por ajudar o sistema imunológico a combater o câncer.
Potencial para tratar gatos e humanos
O levantamento ainda mostrou que "há uma notável semelhança clínica, histopatológica e imunológica entre o carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço felino e humano", conforme apontou o autor principal, Daniel Johnson, em entrevista ao 'Good News Network'.
Por isso, os pesquisadores acreditam que, futuramente, o mesmo tratamento poderá ser indicado para as pessoas com a condição. Os próximos passos do estudo, portanto, focarão em expandir os testes clínicos para comprovar a sua eficácia.
"A análise de novos agentes em pacientes com câncer humano requer a conclusão de estudos feitos pela Food and Drug Administration. Em seguida, poderemos iniciar a primeira administração em pessoas. Para isso, contudo, buscamos testar a segurança e a eficiência preliminar em animais de estimação que desenvolveram o câncer", explicaram.